Quinta, 15 Março 2018 11:05

Em defesa da inteligência

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Reproduzi até ontem 13 dos artigos que escrevi nos dias imediatamente anteriores e posteriores a 31 de agosto de 2016, quando o Senado decidiu afastar Dilma Rousseff da presidência da república, por crime de responsabilidade.

Meu objetivo é sustentar que a ninguém é facultado o legítimo direito de simplesmente afirmar que houve um golpe parlamentar, pronto e acabado, inquestionável e indiscutível, e que qualquer pessoa que negue esse dogma é golpista, um herege merecedor da fogueira da santa inquisição, defasada de meio milênio.

Mesmo escritos em cima de acontecimentos que ainda estavam em curso, como a própria sessão do Senado que selou a sorte de Dilma, os textos têm elementos suficientes para um bom debate. Se os proponentes da introdução de uma disciplina curricular na universidade só para debater o “golpe de 2016” querem realmente debater, eu ofereço esses artigos como minha contribuição, além da minha presença física.

Meu desejo é que haja esse debate, mas que a universidade não seja atrelada a um jogo de poder conjuntural, que a irá desnaturar, se essa disciplina, ainda que eletiva, for oferecida aos seus alunos. Ao invés de olhar pela linha de um horizonte mais largo, sua visão ficará presa à ponta de um nariz obtuso.

Espero que esse debate não se torne uma sessão da academia dos macacos, como a que Franz Kafka descreveu numa novela memorável. Tinha razão o símio que esfregasse com mais força os artelhos. Na adaptação dos nossos dias, o contendor com mais decibéis, no grito.

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