Quarta, 28 Novembro 2018 07:52

Advogado de bandido

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A justiça de São Paulo condenou o ex-vice.presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Huma,a, Luiz Carlos dos Santos, juntamente com outras quatro pessoas, por integrarem a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A pena aplicada foi de 16 anos e 5 meses de prisão mais pagamento de multa.

O Ministério Público apurou que desde 2014 detentos da penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, cooptaram advogados, com os quais formaram uma célula jurídica da organização.

Inicialmente ela apenas prestava serviços jurídicos aos líderes do PCC. Posteriormente também passou a servir de meio de comunicação das atividades criminosas entre os líderes da facção presos e os de fora do sistema prisional. E comandar um esquema de pagamentos de propinas a agentes públicos ou integrantes do Condepe.

O vice-presidente do conselho estadual recebia cinco mil reais por mês para “plantar” denúncias de violação de direitos humanos “com o intuito de gerar desestabilização na segurança do estado de São Paulo. Ele tinha também a função de obter informações privilegiadas dentro do conselho e repassá-las ao PCC”.

O grupo prestava outros serviços, como movimentar dinheiro do crime organizado em suas contas bancárias. O mais grave, porém, era que esses advogados ajudavam a criar um banco de dados com os nomes e endereços de agentes penitenciários e de seus parentes. “Essas pessoas poderiam ser mortas quando a facção julgasse necessário”, informa a notícia do G1, de O Globo.

A pergunta que não foi feita: quantas pessoas morreram por causa dessas informações? Ninguém suspeitou antes do papel espúrio de um advogado que atuava como defensor dos direitos humanos, a serviço de criminosos de alta periculosidade? O episódio vai levar a uma revisão crítica dessa atividade?

Ler 142 vezes Última modificação em Terça, 08 Janeiro 2019 13:18
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