Quinta, 29 Novembro 2018 07:55

O lixão de Marituba

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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No dia 23 o Ministério Público do Estado divulgou uma nota reproduzindo parecer do consultor Mário Russo, segundo o qual o aterro sanitário de Marituba atingira um padrão de qualidade europeu, graças ao cumprimento das medidas sugeridas pelas autoridades para corrigir seus problemas, o mais grave dos quais, para os moradores da área, era o intenso amu cheiro que provocava.

Hoje, uma semana depois, o MPE anuncia que na segunda-feira, 3, irá se pronunciar “sobre o expediente protocolado pela empresa Guamá Resíduos Sólidos informando que encerrará atividades no aterro sanitário de Marituba em maio de 2019”. A promotora de justiça de Meio Ambiente de Marituba, Ana Maria Magalhães, “está analisando o documento” para poder discuti-lo com as prefeituras da região metropolitana de Belém. Talvez um tanto demoradamente, já que nada informa sobre o conteúdo do expediente – nem mesmo a data da sua apresentação. É uma grande surpresa (a do padrão europeu) logo seguida por outra, em sentido exatamente oposto.

Sem o devido esclarecimento, dá a impressão de que o Ministério Público foi crente demais na primeira manifestação. Ou a empresa, surpreendida por ela mesma, chegou subitamente à conclusão de que não é lucrativo oferecer aos habitantes da região metropolitana da capital paraense um padrão civilizado no tratamento do lixo. E que, por dedução, o que ela garantia ser um aterro sanitário não passava mesmo de um lixão.

Ler 123 vezes Última modificação em Domingo, 06 Janeiro 2019 08:48
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