Sexta, 26 Janeiro 2018 16:42

O misterio da Cazbar

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Alguma coisa de anormal aconteceu na quase desconhecida (mas que deveria ser importante) Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportações de Barcarena, que pertence ao governo do Estado. Seu conselho de administração foi convocado para receber o pedido de demissão o presidente da companhia, Olavo Rogério Bastos das Neves. A ata da reunião foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial, com intervalo de menos de 24 horas do acontecimento. Talvez seja recorde de rapidez na centenária história do DO.

Olavo justificou seu pedido de demissão porque “não mais lhe convém continuar atuando em tais funções”. A urgência dos motivos lhe impediu de concluir o mandato, que se encerrará em um mês, em 25 de fevereiro. Ele foi imediatamente substituído por Fábio Lúcio de Souza Costa, que parece estar se tornando um coringa na administração Jatene. Ele acumulará a presidência da companhia com a do seu Conselho de Administração, à qual Olavo também renunciou.

A ata da reunião consignou que “em razão da Companhia estar sem disponibilidade financeira para a provisão de pagamento de remuneração e salários”, o novo presidente concordou “em abrir mão do seu salário e remuneração até que sejam resolvidas as questões orçamentárias e financeiras da companhia”. Na devida ocasião deverão ser “oportunamente definidos a remuneração devida, bem como a data a partir de quando serão devidos, não cabendo qualquer indenização ou direito sobre o período de renúncia, que se inicia nesta data e segue por tempo indeterminado”.

Tanta confusão e mistério sugere que há alguma coisa no ar da Cazbar além de uma renúncia espontânea.

ACRÉSCIMO

Ao menos parcialmente, está esclarecido um dos mistérios. Olavo Rogério Bastos das Neves teve que renunciar para poder assumir o Centro Regional de Governo do Oeste, lançado nesta semana, em Santarém, pelo governador Simão Jatene, depois do mesmo lançamento em Marabá, visando o sul do Estado. Olavo, por isso, teve que renunciar também à presidência e ao Conselho de Administração da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará, cargos assumidos por Fábio Lúcio.

Parece que o governador se arma para a eleição.

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