Quinta, 07 Fevereiro 2019 18:33

Níquel da Vale parado

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A Vale ainda não poderá retomar as operações da mina e da usina do Onça Puma, no sul do Pará. Também terá que continuar a fazer os depósitos mensais às comunidades indígenas xikrin e kayapó. O Tribunal Regional Federal da 1ª região negou recurso, com o qual a empresa pretendia retomar a atividade de mineração "com base nos laudos elaborados por peritos judiciais que comprovam a inexistência de relação entre a suposta contaminação do rio Cateté e as atividades desenvolvidas na mina de Onça Puma".

 A paralisação das atividades em Onça Puma foi determinada em novembro do ano passado por supostos danos ambientais e à saúde da população da área vizinha

 O TRF1 condicionou a reativação da mina ao cumprimento de obrigações socioambientais, com a apresentação de programas mitigatórios e compensatórios em favor das etnias atingidas. Segundo comunicação de hoje do Ministério Público Federal, também foi fixado pagamento de indenização mensal de um salário mínimo por indígena. Como os valores são devidos desde 2015, a indenização total ultrapassa 100 milhões de reais.

 A produção de Onça Puma alcançou 6,1 mil toneladas de níquel no terceiro trimestre do ano passado, ou pouco mais de 10 por cento do total produzido pela Vale, conforme os dados mais recentes divulgados pela companhia. A Vale vai recorrer da decisão do tribunal.

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