Quarta, 20 Março 2019 09:03

Sarampo, Venezuela e Brasil

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Agora estamos ao lado da Venezuela. No ano passado, o país de Chávez e Maduro perdeu o certificado de país livre do sarampo. Agora foi a vez do Brasil. Os dois países são os únicos das Américas nessa condição. O sarampo é de fácil transmissão, mas também de fácil combate. A recaída brasileira não foi apenas em função da migração intensa de venezuelanos para o nosso país, sem o acompanhamento adequado das autoridades responsáveis pela saúde pública.

Ao invés de ir a Washington discutir com Trump todas as alternativas contra a ditadura venezuelana, incluindo a ação militar, reeditando o triste papel do Brasil na invasão da República Domincana, em plena ditadura militar, Bolsonaro deveria ter visitado Roraima para ver com seus próprios olhos a omissão ou incompetência do seu governo num Estado entregue a um correligionário político.

Uma causa assustadora do recrudescimento do sarampo foi o baixo comparecimento à campanha nacional de vacinação, que sempre foi grande, de acordo com as expectativas oficiais. Por que milhões de pessoas não foram vacinar ou levar seus filhos para receber a vacina? Ainda não encontrei uma resposta convincente. No ano passado, 12 pessoas morreram de sarampo. Não seria o bastante para assustar e levar ao comparecimento a postos de vacinação?

A perda do certificado da Organização Mundial de Saúde foram 23 casos no Pará e cinco no Amazonas. Por que esse vergonhoso privilégio?

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