Quinta, 13 Setembro 2018 20:53

A destruição e o silêncio

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Depois de dar o primeiro combate ao fogo, um único servidor municipal, que cumpria o seu expediente esse dia, 9 de março do ano passado, chamou os bombeiros para uma ação qualificada para deter o incêndio que irrompeu no circuito elétrico do palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura e do museu de arte de Belém. A ação, de fato, impediu a propagação das chamas, mas também destruiu “parte significativa do acervo bibliográfico e arquival, nos quais se destacavam livros, textos, teses acadêmicas, fotografias e documentos históricos”, informa o advogado e escritor Sebastião Godinho no seu artigo de hoje em O Liberal.

“A água usada para combater o fogo foi a mesma que aniquilou todo esse material”, registra Godinho. “Não se sabe oficialmente a extensão do prejuízo, pois como é de praxe na atual administração o silêncio é sempre utilizado como anteparo à conveniente ocultação da verdade”, completa.

Passado um ano e meio do incêndio, a observação de Sebastião Godinho, raro paladino em defesa de Belém, é uma acusação ao silêncio da prefeitura e à omissão das autoridades, em especial do Ministério Público do Estado, que tem uma promotoria especializada para tratar da questão. Todos vão continuar calados?

Ler 113 vezes Última modificação em Segunda, 07 Janeiro 2019 20:43

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