Sexta, 22 Junho 2018 17:24

Sombra sobre a eleição

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Das 48,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 29 anos, 23% (11,2 milhões de cidadãos) não estavam ocupadas, não estavam estudando nem se qualificando para ingressar no mercado de trabalho, no ano passado. Em 2016, esse percentual era de 21,8% (10,5 milhões de pessoas). O aumento, portanto, foi de 5,9%. O que significa que mais 620 mil pessoas entraram nessa condição no intervalo de um ano.

É um dado assustador, que não é destacado diante da – bem mais divulgada – taxa de desemprego medida pela PNAD contínua. Essa taxa, que era de 11,3% no trimestre encerrado em junho de 2016, subiu para 12,9% no trimestre encerrado em abril de 2018, aumentando 14,16% no período.

Os empregados com carteira de trabalho assinada somavam 32,7 milhões no trimestre encerrado em janeiro deste ano, queda de 1,7% em relação ao trimestre anterior, ou menos 567 mil pessoas nesse universo.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de subutilização da força de trabalho (com desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial) cresceu para 24,7%, abrangendo 27,7 milhões de pessoas. É a maior taxa de subutilização na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior da série histórica.

Estes números deverão ter outro tipo de tradução na eleição de outubro. É a maior advertência aos que querem bons resultados da manifestação popular. Ou ameaça.

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