Sábado, 21 Abril 2018 19:13

Gueiros: defesa da mãe

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Depois do texto do pai, a manifestação de Mônica, mãe de Hélio Gueiros Neto, postada na rede social. A família de Renata Cardim permanece em silêncio. A juíza, a direção do fórum ou o próprio tribunal de justiça poderiam responder às declarações dos Gueiros.

Venho aqui, mais uma vez, agradecer à solidariedade das queridas e dos queridos que, em um momento tão difícil para minha família, têm me enviado inúmeras manifestações de apreço e incentivo para continuar nessa luta de Davi contra Golias a favor de meu filho. Um agradecimento especial àqueles que, às 9 horas da manhã do dia 18 de abril, estiveram comigo em preces pedindo que essa perseguição inescrupulosa contra o Hélio cessasse.

A arbitrariedade, grosseria e falta de respeito que, infelizmente, se fez sentir em toda essa ação contra o meu filho, dessa vez se estendeu a mim e aos familiares do Hélio Neto. Fiquei revoltadíssima, também triste e abalada, quando um policial não permitiu que eu – a mãe do acusado – pudesse entrar no Fórum Criminal. Além de mim, foram barrados na portaria a avó, a tia-avó, tio, tia, primos e quem mais fosse prestar solidariedade ao Hélio.

Ficou claro, para nós, que todas as demais pessoas que chegaram à portaria do Fórum Criminal puderam entrar facilmente, sem qualquer restrição. A ordem era barrar apenas uma família. Eu nunca ouvi falar de algo assim na História do Judiciário brasileiro. As medidas restritivas, quando adotadas, sempre foram para todo mundo, e não para evitar que a mãe e senhoras octogenárias pudessem acompanhar seu parente.

Ficou designada para meados de setembro, de acordo com o advogado e televisões que cobriram o evento apenas no que interessavam a elas, a continuação da audiência. É um tempo razoável para a correção de algumas distorções processuais, como não fazer nova exumação da Renata, para que, dessa vez, um assistente médico do Hélio possa acompanhar a necropsia e, embora – pelo que eu pude me informar – seja mais um absurdo processual, já que tudo nessa ação ocorre em Belém, ouvir-se o médico do Habib’s no Rio de Janeiro, onde reside.

Parece que ninguém se preocupa com a defesa do Hélio, o que o dificulta é deferido, nenhum direito dele, até o momento, foi reconhecido. Desafio a mostrar algo em favor do Hélio que tenha sido acolhido. Antigamente, segundo me disseram, não respeitar direitos fundamentais do réu era inconstitucional. Deve ter saído de moda.

Deixo, agora, os versículos do Salmo 9, que tanto me têm reconfortado: “…Porquanto os meus inimigos retornaram, caíram e pereceram diante da tua face. Pois Tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; Tu te assentaste no tribunal, julgando justamente… Mas o Senhor está sentado perpetuamente; já preparou Seu tribunal para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá o juízo sobre os povos com retidão…” Eu, meu marido e o Hélio acreditamos na justiça de Deus.

Vamos continuar nossa campanha #SemMordaçaSemMedo até meados de setembro, ou, como nada nesse processo é garantido, quando tentarem modificar as coisas para prejudicar o Hélio. Continuamos de olho!
Em nome de toda minha família muitíssimo obrigado a todos vocês.

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