Terça, 24 Abril 2018 19:47

Reitor defende curso do “golpe”

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira, parece disposto a descumprir a recomendação que o Ministério Público lhe fez, na semana passada, de suspender de imediato as atividades do curso de extensão “O golpe de 2016 e a universidade pública brasileira”, sob pena do pagamento de multa diária de cinco mil reais. O reitor defendeu a realização do curso sob a alegação de que a instituição possui autonomia para discutir o tema.

“Entendemos que a UFG discute este tipo de tema o tempo todo, pois o nosso papel é sempre o de garantir a pluralidade das ideias e a diversidade do pensamento. Isso faz parte da academia e da construção do conhecimento”, explicou o reitor em entrevista ao Jornal Opção, de Goiás.

Na ação civil pública que propôs à justiça para suspender o curso, é justamente isso que o MPF sustenta que a universidade não está fazendo. Por isso, a condição que impôs para a continuidade do curso é que ele passe a incluir representantes das diversas correntes de pensamento, que reconhecem ou que negam ter sido um golpe o afastamento da presidente Dilma Rousseff. A universidade teria até que alterar o título, se desejar promover eventuais cursos futuros sobre o impeachment de 2016.

Para o MPF em Goiás, as aulas que vêm sendo ministradas na universidade “possuem caráter político-partidário realizado com a utilização de bens públicos e custeada pelo erário, em prol do Partido dos Trabalhadores (PT)”.

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