Quarta, 25 Abril 2018 20:00

Os cursos do “golpe”

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O jornal O Globo noticia hoje a realização do curso sobre o “golpe de 2016” na universidade Federal do Rio de Janeiro e em mais seis universidades públicas, Não cita o curso da UFPA. Os títulos já não são os mesmos, como ao início da proposta. Nem as formas. Provavelmente para evitar o enquadramento legal requerido pelo Ministério da Educação.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ ) está oferecendo um curso sobre “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” para os alunos. O programa de seminários do Instituto de Economia aborda “as origens” do processo que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e as consequências na política e economia nacional e internacional.

O curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil: Da economia política nacional à geopolítica local” será oferecido pelo programa de Pós-graduação de Economia Política Internacional (Pepi). Os seminários são abertos para os alunos da UFRJ mediante inscrição.

Os professores da UFRJ vão abordar desde as “origens do golpe de 2016” até as consequência do processo na política e economia do Brasil e do mundo. Os seminários começaram no dia 18 deste mês e vão até junho deste ano. Os encontros ocorrem todas as quartas-feiras.

Em fevereiro, a Universidade de Brasília (UnB) causou polêmica ao anunciar que iria oferecer um curso com o mesmo nome “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. Após o anúncio, o Ministério da Educação (MEC) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que fosse apurada “improbidade administrativa” por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na UNB.

Além da UnB, ao menos outras quatro instituições anunciaram que iriam oferecer cursos com o mesmo teor: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O MPF ainda apura possíveis irregularidades na implantação da disciplina “Tópica Especiais em História 4 – Golpe de 16 e o futuro da Democracia no Brasil” oferecida pelo Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC). A disciplina também aborda o impeachment da ex-presidente Dilma.

Em Goiás, o MPF também apura se há irregularidade na disciplina “Golpe de 2016” pela Universidade Federal de Goiás (UFG), na Regional da Cidade de Goiás. A disciplina passou a ser ofertada em um curso de extensão optativo. O MPF abriu um procedimento preparatório, que pode ser transformado em inquérito.

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