Terça, 13 Março 2018 10:34

O dinheiro de Delfim

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Para o Ministério Público Federal, o ex-ministro e ex-deputado federal Delfim Netto recebeu 15 milhões de reais de “vantagens indevidas”, pagas pelo consórcio que venceu a licitação pública para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, em acordo negociado pelo ex-ministro (dos governos Lula e Dilma) e ex-deputado federal Antonio Palocci Filho, que está preso em Curitiba.

Em “cognição sumária”, porém, o juiz Sérgio Moro decidiu “limitar, por ora, o montante a ser constrito em relação a Antonio Delfim Netto, Luiz Appolonio Neto, e as empresas de ambos, a R$ 4.444.314,00, que teria sido o montante pago, valores brutos, em, às empresas de ambos pelas empreiteiras participantes do consórcio”.

Hoje, o Banco Central conseguiu bloquear R$ 865 mil de Delfim e de quatro empresas controladas pelo economista. O ex-ministro teve R$ 262 mil congelados de contas correntes pessoais em três bancos, R$ 108 mil da Aspen Assessoria e Planejamento Econômico, R$ 116 mil da Buona Fortuna Participações, R$ 334 mil da Ideias Consultoria e R$ 44 mil da Capres Consultoria.

Chegar ao total indicado pelo MPF vai ser trabalhoso, demorado e difícil.

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