Sexta, 16 Março 2018 11:17

O preço da corrupção

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A Petrobrás pagou mais de seis bilhões de reais para se livrar de ações propostas na justiça americana contra a empresa por acionistas nos Estados Unidos. Esses acionistas se consideram prejudicados pela repercussão da Operação Lava-Jato, que provocou baixa nas ações da petrolífera na bolsa de valores de Nova York, onde a maioria das suas ações ao público é negociada.

O dano cresceu depois que a estatal admitiu, em seu polêmico balanço de 2016, que a corrupção interna lhe causou prejuízo de R$ 6,2 bilhões – não por acaso, equivalente à perda que sofreu por causa das “class action”, submetidas a acordo e pagas no final do ano passado, o que afetou bastante o balanço da empresa relativo a 2017, cujos números foram apresentados ontem.

Certamente haverá quem logo grite contra o imperialismo estrangeiro e seus associados nacionais, que boicotaram a Petrobrás, e ao pessoal da Lava-Jato, estipendiado pelo dólar de Washington. Deviam acabar com o palavrório vazio e encarar com seriedade e honestidade os danos reais que a estatal está pagando pelo esquema de roubo montado por alguns dos seus dirigentes, políticos e empresários.

O opreço será ainda maior, à medida que a apuração continuar. E não será pago apenas pela Petrobrás. O cidadão brasileiro terá que entrar com sua cota em mais esse golpe, como já dão seu sangue os funcionários dos Correios, da Caixa e etc.

N~çao há corrupção metafísica.

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