Quinta, 22 Março 2018 11:00

Recrutas no arquivo da justiça

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O Tribunal de Justiça do Estado e o Exército assinaram, anteontem, um acordo de cooperação técnica. O acordo prevê que,inicialmente, um grupo de 60 voluntários pertencentes ao Exército atuará na digitalização e preservação do acervo histórico do judiciário paraense.

Os voluntários serão capacitados por servidores do arquivo do tribunal em um curso de duas semanas de aulas teóricas e seis semanas de atividades práticas. O acordo terá a validade de três anos e poderá ser prorrogado por mais 60 meses, com a previsão de criação de três turmas de 60 voluntários no decorrer do período.

O general Carlos Alberto Neiva Barcellos, que assinou o acordo com o presidente do TJE, desembargador Ricardo Nunes, declarou sua satisfação pela iniciativa, por informou qualificar profissionalmente recrutas e os auxiliar a entrar no mercado de trabalho após o término do período obrigatório de serviço militar.

É verdade, do ponto de vista militar. Mas por que a direção do tribunal não ofereceu essa possibilidade aos alunos de biblioteconomia e arquivologia da Universidade Federal do Pará, que já tomaram o rumo dessa especialização, estão muito mais adestrados a desempenhar as atividades delegadas aos recrutas e deverão, em muito maior proporção, dar continuidade à sua qualificação na profissão? É sua especialização, ao contrário do âmbito de competência dos militares.

Isto, sem considerar a especificidade e complexidade do trabalho que os recrutas irão assumir, com uma qualificação tão ligeira e superficial. O próprio judiciário não estará subestimando a importância do arquivo que está sob a sua guarda? Não estará regredindo no tratamento do acervo histórico da justiça do Pará?

O TJE podia considerar os questionamentos e responder a eles.

Ler 108 vezes Última modificação em Quarta, 16 Janeiro 2019 16:23

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