Quarta, 28 Março 2018 17:59

O de sempre

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Muita gente não entendeu quando a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal transferiu da quinta-feira, 22 de março, para 4 de abril, a decisão sobre o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula para impedi-lo de ser preso. Por que não julgá-lo no dia seguinte, ou, no máximo, três dias depois, na segunda-feira? Por que prolongar o suspense e o desgaste dessa surpreendente indefinição (ou má definição) por 13 longos dias?

É porque hoje, dia 28, termina a semana e o mês para os integrantes do poder judiciário. Boa parte da nação brasileira ainda trabalhará amanhã, incluindo os membros de 2ª classe do serviço público. Os Zés da Silva e Zés Manés continuarão no batente no sábado. Em plena crise, o mandarinato judicial ficará fora do ar, mantendo apenas plantão.

A justificativa para esse privilégio ilegítimo, sem amparo legal, é a de sempre: as horas não trabalhadas serão compensadas ou já o foram. Nem mesmo os que anunciam essa compensação acreditam intimamente  nela. E assim, a cada feriado exclusivamente seu, a justiça do dia a dia, dos que frequentam os fóruns e dos que o acompanham, desce um degrau na escada da credibilidade e do respeito.

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