Sábado, 24 Fevereiro 2018 12:09

Vale: adeus

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Pelo acordo de acionistas que firmaram, em agosto do ano passado, fundos de pensão estatais, o Bradespar (do Bradesco) e a japonesa Mitsui se tornaram os principais controladores da Vale. Eles possuem 20% das ações ordinárias (que dão direito a voto) da mineradora (ainda brasileira?).

Dessa limitação sobraram ações que valem entre 13 bilhões e 17 bilhões de dólares, que só neste mês, por acordo dos acionistas, foram liberadas para venda. Bradesco e Mitsui pretendem manter as suas partes. Mas o BNDES e os fundos, liderados pelo Previ, do Banco do Brasil, podem ser obrigados a vende-las, sobretudo o banco, para formar caixa, em virtude de suas necessidades de capital.

Como são os maiores detentores dessas ações, sua participação na empresa pode decrescer, continuando nessa trajetória quando, ao final do acordo de acionistas do ano passado, que acontecera em 2010, houver nova mudança no controle acionário da Vale, colocando o seu poder decisório cada vez mais longe das suas origens brasileiras.

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