Domingo, 07 Janeiro 2018 13:55

Deus segura a passarela

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A passarela do km 3 da BR-316, em Ananindeua, amanheceu sem a sustentação que o guindaste lhe vinha dando há três semanas. O equipamento, de 100 toneladas, continuava na mesma posição, no acostamento da rodovia. Mas os braços a ele atados, que dão suporte à estrutura de concreto e ferro, estavam soltos.  Eles se esvaziaram por causa da falta de óleo, que acabou. Por incrível que pareça, não havia um estoque de óleo para prevenir essa situação, que era previsível.

Talvez poucas pessoas tenham percebido que a passarela, pela qual continuavam a passar, já que não houve aviso de alerta nem interdição, indicava que elas, em cima, e os condutores de veículos, embaixo, estavam em risco. Aquele trecho da passarela, ao lado da sede da Unama, condenado desde 2016, estava desprotegido. O guindaste, alugado a mil reais a diária, perdera o elo com a via elevada, usada intensamente.

A única garantia de que não haveria qualquer acidente passou a ser dada por Deus, ao menos para os que acreditam nele. Não mais pela Secretaria de Transportes do Estado ou pela Movimento, empresa de Barcarena, contratada para prestar o serviço, sem licitação pública, pela situação de emergência que motivou a iniciativa.

A passarela para pedestres na mais usada rodovia do Pará continua a ser uma miniatura de todo Estado.

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