Domingo, 07 Janeiro 2018 14:04

Lixão de Marituba: Semas é cúmplice dos crimes?

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Se a Guamá cometeu crimes ambientais no aterro sanitário de Marituba, a Secretara de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará é cúmplice. Em nota enviada ao blog (só agora publicada, em função da sua desativação pelos últimos dias), a empresa do grupo Revita diz que tudo que fez foi com autorização da Semas. E que o que fez é o melhor em tratamento de resíduos sólidos. Assim, questiona as razões que levaram o Ministério Público a acusá-la e pedir a prisão de três dos seus diretores. Se sua versão é verdadeira, os responsáveis no governo pela fiscalização e controle do empreendimento deveriam também ser denunciados e, se fosse o caso, presos.

Diz a nota, na íntegra:

A Guamá Tratamento de Resíduos Ltda., fiel aos seus princípios de transparência e integridade, vem a público para enfatizar que não reconhece a existência de passivo ambiental no aterro sanitário de Marituba.

A empresa mantém em operação sistemas de tratamento de chorume, com conhecimento e autorização do órgão ambiental e o seu tratamento faz parte da operação normal do aterro. Além disso, em abril, a empresa duplicou a capacidade de tratamento com a instalação de uma segunda unidade da tecnologia chamada osmose reversa, uma das melhores e mais modernas do mundo.

Ainda em 2017 e com autorização da Semas, a Guamá instalou um modulo de tratamento piloto, de sistema complementar ao existente que, quando instalado em definitivo, vai ampliar a capacidade diária de tratamento de chorume para cerca de 600 mil litros por dia.

A empresa alerta, ainda, que todas as lagoas de contenção são duplamente impermeabilizadas e que não há, em nenhuma hipótese, descarte de chorume em qualquer dos igarapés da região.

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