Quinta, 18 Janeiro 2018 15:25

A montanha e o rato

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A montanha pariu um rato.

Imaginava-se que Michel Temer precisasse de muito papel para responder às 50 perguntas formuladas a ele pela Polícia Federal, que o investiga por suspeitas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto regulamentando as operações no porto de Santos, o maior do país.

As respostas do presidente da república, entregues hoje ao Supremo Tribunal Federal, ocuparam menos espaço do que o questionário da PF. Foi o STF que decidiu que o presidente deveria atender o pedido da polícia.

Temer negou o principal fundamento da investigação, de que era viciada a norma por ele editada, ampliando de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessões e arrendamentos assinados após o ano de 1993, com a possibilidade de prorrogação até o limite de 70 anos.

O presidente se afastou de todos os indiciados por participação num esquema para beneficiar uma empresa, a Rodrimar, de forma curta e incisiva, às vezes protestando contra a sua inquirição, por considerá-la abusiva.

A conclusão depois da leitura das respostas é uma só: ou Temer está tão seguro da su inocência que não se preocupou em defende-la no documento enviado à PF, ou mentiu sobre tudo, apostando na interrupção do inquérito. O tempo dará a resposta sobre as duas hipóteses.

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