Sexta, 19 Janeiro 2018 15:31

Secretário desmente jornal

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O secretário de Transportes do Estado, Kléber Menezes, negou que tenha feito críticas à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, como noticiou o Diário do Pará, matéria esta repercutida pelo blog. O secretário garantiu, pelo whatsap, que se limitou a pedir a modificação de uma resolução que impõe uma análise complexa para o licenciamento ambiental de obras simples, como ponte rodoviária, que poderiam ser analisadas e despachadas em período mais curto.

Na nota que publicou, o blog não relacionou diretamente a uma suspeita de corrupção na Semas a observação atribuída ao secretário pelo jornal da família Barbalho: de que o órgão tem medo de decidir sobre os empreendimentos que lhe compete licenciar. A corrupção foi uma das hipóteses interpretativas da afirmativa supostamente feita pelo secretário e por ele agora negada. A outra hipótese era a de falha técnica.

Kléber Menezes tem seus motivos para não se preocupar mais com o Diário do Pará, inimigo do governo a que pertence. Mas deve pensar bem se o silêncio é a resposta que deve dar a um jornal que não pratica mais o jornalismo, sendo – como é – servidor público, em função do cargo de confiança que exerce.

Se o jornal dos Barbalho não merece mais a sua atenção, os leitores do jornal devem ser considerados. E a busca da verdade também. Se o secretário não decidisse falar, interromperia essa busca, sem a qual a imprensa não cumpre o papel que lhe cabe em uma democracia.

A seguir, reproduzo as duas notas do secretário.

  1. Em sua dose de veneno diário contra a gestão de nosso Governo, o jornal de oposição destilou estas notas acima.

Sei que todos sabemos serem inverídicas, mas ocupo o tempo do grupo apenas para os esclarecimentos que entendo necessários para o retorno da verdade aos trilhos.

Tratou-se de um evento empresarial em que buscávamos o apoio desse importantíssimo segmento aos projetos do Governo.

Em minha apresentação, pedi apoio ao Comitê de Infraestrutura da Fiepa (COINFRA), que compõe a Conselho Estadual de Meio Ambiente (COEMA), para ajustar as resoluções COEMA sobre os licenciamentos simplificados, incluindo a substituição de pontes de madeira por pontes em concreto no rol das passíveis de simplificação.

Absurdamente, obras dessa importância e de impactos absolutamente positivos são licenciadas de forma complexa e demorada, com muitos estudos ambientais requeridos pelo órgão ambiental, mas por culpa de falha na Resolução, que não contemplou o setor rodoviário, diferentemente de muitos outros.

E de FORMA ALGUMA admiti corrupção na SEMAS. Pelo contrário, a defendi quando um dos presentes sugeriu esta não ser um órgão sério.

De toda a sorte, como Adnan, eu e muitos de nós tomamos nosso soro antiofídico diariamente, peçonhas dessa intensidade não nos causará, sequer, um prurido.
Bom dia a todos.

2. Eu pensei que apesar de serem de oposição, ainda poderiam exercer jornalismo responsável. Todavia, no episódio de minha viagem para a Antártida, tentei um diálogo franco e leal com esse informativo, mas fracassei. Assim, desta feita decidi não perder meu tempo com eles e repor a verdade àqueles que a procuram conhecer.

Mas faço uma emenda ao meu post pretérito: quando um determinado empresário falou mal da SEMAS, registrou apenas que muitos de seus técnicos seriam “mal intencionados”, não [por corrupção] sim por razões de ordem ideológica. Jamais por corrupção.

Eu é que fui mais além e disse que como empresário do setor portuário desde 2003, com diversos empreendimentos de grande porte licenciados pela SEMAS (e em vários governos, inclusive do PT), jamais fui achacado ou insinuado por qualquer agente público para eventuais “vendas de facilidades”.

Bom dia a todos.

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