Terça, 23 Janeiro 2018 16:21

O que fazer?

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A União é proibida, por lei, de se endividar para pagar despesas correntes. Mesmo assim, durante os 13 anos dos governos do PT, com ênfase nos cinco anos de Dilma Rousseff, o governo federal transferiu 150 bilhões de reais para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES – R$ 130 bilhões raspados dos cofres do tesouro nacional e R$ 20 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT.

 

A justificativa e, agora, a defesa dos responsáveis por essa sangria é de que assim foi preciso para manter a taxa de investimento que permitiu ao país crescer, especialmente durante o mandato de Lula. Mas já se sabe, depois das investigações da Operação Lava-Jato, que grande parte desse dinheiro financiou as “campeãs brasileiras”, como a JBS, a Odebrecht ou Eike Batista, a exportar produtos e serviços, a comprar empresas no exterior, a conquistar contratos internacionais, a superfaturar créditos e a corromper técnicos, burocratas e políticos.

 

O governo cobra do BNDES a devolução do dinheiro, que nunca devia ter tido tal aplicação, e o banco alega que não tem os recursos. No impasse, a inventividade está sendo posta para funcionar, mas não conta com o prazo necessário pela urgência do governo, cujo rombo fiscal e déficit orçamentário não param de crescer.

 

Como diria Vladimir Ilitch Ulianov, o Lênin: o que fazer?

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