Quinta, 25 Janeiro 2018 16:32

Crime eleitoral disfarçado

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Em tantos anos de jornalismo, não me lembro de uma pré-campanha eleitoral tão intensa quanto as que o PSDB e o PMDB estão promovendo no Pará. Com o agravante de que transferem o ônus para os cofres públicos. O erário está tendo que suportar uma enxurrada de anúncios, a maioria deles caros, do Ministério da Integração Nacional, autorizados pelo ministro Helder Barbalho, e do governo do Estado, por ordem do governador Simão Jatene. A prefeitura de Belém suplementa a orgia.

Os anúncios do governo do Estado e da prefeitura da capital saem quase exclusivamente nos veículos do grupo Liberal. Os do ministério se espalham por todos os órgãos da imprensa, inclusive pelos veículos do antigo inimigo, o grupo Liberal, agora sob nova direção, depois que Romulo Maiorana Júnior foi desbancado.

Boa parte das peças publicitárias se destina a apregoar que o governo federal, ou o estadual, estão trabalhando, por vezes um reivindicando para si realização que o outro considera sua. Ficam bem nítidos os dois objetivos de ambas as campanhas: impressionar o cidadão, que logo se tornará eleitor, e comprar a simpatia dos veículos de comunicação. A campanha só seria legal se começasse 45 dias antes do 1º turno, que será a 7 de outubro.

Se isso não é crime eleitoral, então que o Ministério Público venha à ribalta e declare que não é. Assim, nossa consciência será tranquilizada – ou anestesiada.

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