Sábado, 19 Janeiro 2019 19:32

O Mangueirão, a água e a urina

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A água é a responsável pela deterioração física do Mangueirão. A água doce das chuvas, sabidamente intensas na capital paraense. E a água salgada da bexiga dos torcedores, que urinam ali mesmo, na arquibancada, ao invés de procurar os banheiros do estádio de futebol. 

O Mangueirão completou quatro décadas de funcionamento no ano passado. É tempo suficiente para seus  dirigentes enfrentarem e resolverem o problema hidráulico da natureza e urinário dos homens, nem tão grave assim. Mas os responsáveis pela manutenção da propriedade estadual parecem ter preferido fazer cara de paisagem e olhar para muito além da chamada praça de esportes.

Os engenheiros transmitiram o diagnóstico ao governador e Helder Barbalho repassou o recado para a opinião pública: no dia 27 (ou 30), metade do estádio, considerada saudável, estará disponível para o início do campeonato paraense. A metade considerada insegura deverá receber obras de recuperação para tratar da água que cai do céu. Os mijadores compulsivos terão à sua disposição banheiros químicos.

Bola pro alto que é jogo de campeonato. Com um olho na bola e outra no concreto, é claro.

Ler 232 vezes Última modificação em Segunda, 21 Janeiro 2019 08:56

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