Segunda, 21 Janeiro 2019 10:43

Caso Guueiros: no mundo

Escrito por
Avalie este item
(1 Votar)

O ex-vice-governador (e governador interino na gestão Almir Gabriel) Hélio Gueiros Júnior continua sustentando que seu filho é vítima de uma conspiração, que tenta condená-lo pela morte de sua esposa, Renata cardim.

Em novo artigo no Face book de sua esposa, Gueiros anuncia que ele, sua mulher e seu filho resolveram denunciar a “inusitada situação” a instituições internacionais, pedindo-lhes o acompanhamento do processo, em instrução para ser submetido ao tribunal do júri por feminicídio.

Diz o artigo:

Diante de mais um afastamento de um promotor na ação movida contra o meu filho (o terceiro apenas na fase judicial), devido ao fato do membro do Parquet não encontrar indícios de crime na morte da Renata, depois de prestados todos os depoimentos e esclarecimentos pelos peritos do IML e pelo próprio médico do caso Habib’s, eu, minha mulher e meu filho resolvemos denunciar a inusitada situação, e pedir o acompanhamento desse processo, à Anistia Internacional no Brasil, à Corte Interamericana de Direitos Humanos, à OAB do Pará e à OAB nacional. Os motivos são as aberrações jurídicas que vem se perpetrando sistematicamente. Podemos, sucintamente, assim elencar:

No inquérito:

- Cometimento de fraude para fazer a exumação da Renata. No despacho está escrito que ela era solteira e menor.

- Não houve a notificação do meu filho que sua esposa seria exumada, para que ele pudesse acompanhar o ato.

- Não comparecimento do doutor Rainero Maroja, responsável pela primeira necropsia, ao ato da exumação, em virtude, segundo o próprio médico afirmou em Juízo, ter sido enganado na repartição, pois disseram que seu carro havia sido roubado, o que o fez se ausentar do ato.

- Manipulação do cadáver pelo médico do Habib’s [perito particular indicado pela família da vítima] na exumação.

- Ocultação, pelo delegado Rolo, durante todo inquérito, do parecer do médico do Habib’s, que só foi anexado aos autos, quando o meu filho foi informado que seria indiciado e pedido sua prisão com base naquele parecer. O Código de Processo Penal veda o oferecimento de parecer de assistente nessa fase.

- Sem que se pudesse ter conhecimento real do parecer, a não ser folheá-lo de maneira perfunctória, os autos do inquérito foram enviados imediatamente a um juiz incompetente para que fosse decretada a prisão. A manobra foi denunciada e os autos foram redistribuídos ao Juízo competente, que não decretou a prisão.

Na fase judicial:

- Troca sucessiva de promotores, como ocorreu na fase de inquérito, que se recusaram a fazer a denúncia, inclusive tendo a promotora Rosana Cordovil, em manifestação expressa nos autos, declarado que não encontrara nada que justificasse a denúncia.

- Incontinenti, a titular da Vara, doutora Rubilene Rosário, proferiu um despacho com a ameaça à promotora de que comunicaria sua atitude ao novo procurador-geral, Gilberto Martins, para que fosse aberto procedimento administrativo contra ela. Substituição da promotora Rosana Cordovil.

- Nomeação do doutor Edson Cardoso de Souza, que contra os laudos do perito do IML, fez uma denúncia baseada no parecer (não poderia constar dos autos) do assistente pago pela Senhora Socorro Cardim, mãe da Renata, acusada pela polícia e pelo tio da Renata, de matar seu companheiro e ficar com o negócio de distribuição de remédios. Provavelmente a primeira vez que o Ministério Público no Brasil inteiro tenha tido uma decisão como essa.

- Decretação do segredo de justiça na ação a partir do momento que eu comecei a postar nas redes sociais os laudos dos peritos e documentos que inocentavam meu filho. Campanha sórdida e mentirosa comandada pelo Petit Versailles com base nas declarações ao vivo da Senhora Socorro Cardim, ignorando os laudos do perito do IML.

- Destituição do promotor Edson Cardoso de Souza, por não querer mais continuar com o absurdo do processo, e substituição pelo promotor, Jose Maria, colega de academia da senhora Socorro Cardim.

- Substituição do promotor José Maria, quando ele se recusou a continuar com a farsa.

- Rodízios absurdos de juízes para despachar e escutar os depoimentos dos peritos e assistentes técnicos.

- Atuação parcial da mídia, em especial do Petit Versailles, antigo Liberal, que apenas dá voz aos promotores, mas antes deles desistirem do processo, e à mãe da Renata, posteriormente substituída pela filha, depois de ter sido revelado a acusação de ter mandado matar o companheiro.

- Decretação do segredo de justiça, que impede a transparência dos atos, mas não se aplica às mentiras desferidas pelas surucucus repórteres do Petit Versailles, antigo Liberal, e seus congêneres.

Por esses motivos, pedirei o acompanhamento e apuração desses fatos aos órgãos acima mencionados. A imprensa, que tem acesso a tudo há quase 3 anos, não menciona nada de qualquer depoimento feito na ação. São sempre feitos estardalhaços em cima de declarações das partes acusadoras, nunca, jamais, são ouvidos os peritos do IML. E a perseguição não cessa.

Esperamos o atendimento do pleito por essas instituições. É a garantia da transparência nesse processo kafkaniano [kafkoano] contra o meu filho. Está na hora de alguma providência ser tomada, do jeito que está não pode continuar."

Ler 75 vezes

Comments fornecido por CComment