Segunda, 11 Fevereiro 2019 10:07

A humanidade

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Quase oito horas da manhã. Uma dessas caminhonetes enormes, preta, película forte, sai da garagem do Peteleco, improvisada e insuficiente para atender a demanda de veículos que a procuram, fonte de congestionamento em boa parte do bairro do Reduto (em parceria com o inconveniente shopping Boulevard), sob a complacência diária da Semob. O carro sai como um bólido. Quase me atropela, embora eu estivesse na calçada, suposto domínio dos pedestres. O motorista apressado e mal educado segue, indiferente aos meus protestos. Será um bom pai?

Pouco depois, na esquina em que a João Balbi termina na Quintino, outro veículo do mesmo tipo, preferido por 11 entre 10 integrantes da classe média - afluente ou defluente. Paro, sinalizo para que ele vá em frente (afinal, a rua é o domínio dos carros). Mesmo atrás do vidro peliculado, que o torna invisível (e é habeas corpus para as incivilidades e abusos), ele faz questão que eu prossiga. enquanto ele aguarda, mesmo com o cruzamento temporariamente livre para ele. Chego ao outro lado da rua e agradeço pela gentileza.

Assim caminha a humanidade.

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