Quinta, 07 Março 2019 19:36

Brutalidade

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Eram 10 horas da noite do domingo gordo de carnaval em Juazeiro do Norte, a 500 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Daniel Eugênio, de 27 anos, caminhou por uns poucos metros, chutou com violência a porta da casa da vizinha, derrubou-a e avançou sobre uma jovem de 16 anos, que dormia no seu quarto. Ameaçando-a com uma faca, ordenou que ela se despisse. A mãe tentou intervir. Daniel investiu contra ela.

Ao tentar defendê-la, a jovem sofreu um corte no braço. Dominando-a, o agressor a colocou sobre o colo da mãe e a estuprou seguidamente por oito horas, até as seis da manhã, quando o pai dela, guarda noturno, voltaria do trabalho. A família deu queixa na polícia. Daniel confessou o crime. Ontem, na audiência de custódia, recebeu ordem de prisão e foi enviado para a penitenciária.

Alguma coisa está acontecendo com o ritmo das agressões às mulheres, que se intensifica e se agrava, ultrapassando as mais bárbaras violências já registradas, mesmo com a tipificação do crime de feminicídio, a consciência mais aguda da situação e as medidas de proteção às mulheres.

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