Segunda, 11 Março 2019 10:41

Pobre São Paulo

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A maior cidade do Brasil e da América do Sul, das maiores do mundo, amanheceu num dilúvio. Grandes enchentes se tornaram uma rotina trágica em São Paulo. Mesmo quem a visita nos verões dos últimos anos fica sobressaltado pelo volume das chuvas e o agravamento das inundações. Quem possui um elo mais forte com a cidade, mesmo ao escapar às tragédias anunciadas, deixa São Paulo com um nó na garganta. E o morador da capital paulista, como fica? Como fica, principalmente, o morador com menor acesso a recursos para enfrentar o crescimento súbito do nível das águas?

Pensa-se logo no aquecimento global, que estaria provocando a elevação constante do nível das águas. Mas se deve pensar também na monstruosidade que se formou em São Paulo pela omissão das autoridades urbanas. Só este fator, que está acima de qualquer questionamento, é suficiente para concluir que São Paulo caminha celeremente para o colapso. As ações remediadoras e mitigadoras se tornaram inócuas. Para escapar de tragédias cada vez mais frequentes, São Paulo precisa de uma intervenção cirúrgica para combater o que vemos pela televisão neste momento: cenas de destruição tão cruel que, acumuladas nas últimas semanas, o dia seguinte será uma antecipação do apocalipse.

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