Quarta, 13 Março 2019 20:02

Monstros domésticos

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Guilherme Monteiro, de 17 anos, entrou calmamente na escola. Deixou a mochila no chão, retirou um revólver 38 e começou imediatamente a atirar contra um grupo de alunos e funcionários que estavam em torno do ponto de atendimento da secretaria. Acertou três pessoa, que caíram. Tirou o casaco que vestia e seguiu pelo corredor para o interior da escola.

Vinte segundos depois, quem entrou foi Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Carregando mais objetos, ele deixou um arco e flecha no chão, junto da sua mochila, dentro da qual havia uma besta (arma equivalente usada na Idade Média). Observando as três vítimas no chão, tirou uma machadinha e aplicou vários golpes violentos em todas elas. Se ainda estavam vivas, morreram naquele momento. Depois, começou a tirar balas fixas à perna quando estudantes invadem invadem a sala de entrada, desesperados, em fuga. Luiz Henrique tenta evitar que saiam, aplicando golpes de machado, mas todos escapam e ele segue pelo mesmo caminho de Guilherme.

Até esse ponto uma câmera de segurança registrou a invasão da escola Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, que resultou em 10 mortos e 11 feridos. Apesar da diferença de idades, Guilherme e Luiz Henrique, vizinhos na mesma rua, andavam sempre juntos, frequentando lan-houses ou isolados em suas casas, em famílias de classe média, numa cidade calma e de bom padrão de vida para seus quase 300 mil habitantes. 

Eram viciados na internet e em games de combate, fãs de armas, fascinados pela violência, entusiastas de ataques sanguinários, inimigos de minorias, admiradores de terroristas, acumulando centenas de horas no cultivo dessas fontes de referência.

As duas famílias se diziam chocadas com a tragédia criada pelos dois. Não tinham como explicar o que fizeram. Estavam surpresas. Nunca chegaram a conhecer os dois assassinos gestados em suas casas.

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