Quarta, 13 Março 2019 20:34

Máfias

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Um dia depois de apresentar os supostos matadores da vereadora Marielle Franco, presos pela delegacia de homicídios do Rio de Janeiro, o delegado Ginilton Lages foi "premiado" com uma viagem à Itália e Estados Unidos, onde fará intercâmbio para aprender tudo sobre a máfia. Ao anunciar a "promoção", o governador Wilson Witzel disse que a iniciativa é normal e até desejável.

Mais descansado, um novo delegado poderá dar melhor andamento à segunda etapa das investigações, quando será apurado se o crime foi obra apenas dos dois ex-PMs presos ou há uma organização por trás, que encomendou a morte. Talvez um tipo de máfia como a italiana e a norte-americana, sobre a qual o delegado Lages tomará lições e relaxará além-mar. O governador disse que o delegado se declarou esgotado pelo trabalho realizado.

A tese do crime como obra exclusiva do sargento reformado e do ex-cabo é cada vez mais inverossímil. Eles, através dos seus advogados, negam participação no assassinato. Ronnie Lessa é acusado de ser traficante de armas, de muitas armas, de alto valor, num negócio tão grande que é duvidoso que colocasse em risco para realizar uma obsessão pessoal, contra defensores de esquerda de direitos humanos, como Marielle. Ou não é o que o delegado garantiu que é, ou o negócio é de muito maior monta.

Coisa de máfia.

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