Segunda, 18 Março 2019 15:58

O jurista e seus pares

Escrito por
Avalie este item
(0 votos)

O desembargador Milton Nobre, decano do Tribunal de Justiça do Estado, foi o primeiro outorgado com a medalha Orlando Bitar. Uma comissão de “juristas” o escolheu, por sua atuação como advogado, professor e magistrado. A outorga foi realizada na sexta-feira passada, dia 15, no auditório da Unama, que promoveu o congresso no qual a medalha foi concedida, em parceria com o Instituto Paraense de Estudos Constitucionais.

"O doutor Milton Nobre é plenamente merecedor de ser o primeiro a receber esta medalha. O jurista Orlando Bittar destacou-se em todas as atividades que desempenhou, seja como advogado, magistrado, professor, algo muito parecido com o nosso homenageado, que é um dos maiores constitucionalistas brasileiros de todos os tempos", destacou Jeferson Bacelar, um dos integrantes da comissão da medalha, segundo noticiário distribuído pelo TJE. 

A reitora da Unama, Betânia Fidalgo, ressaltou que foi um momento muito especial para a instituição. "Tenho certeza que o desembargador Milton Nobre merece receber essa homenagem não só da nova como da antiga Unama. Da Unama que fez parte longamente da vida dele. Temos a honra de tê-lo como Doutor Honoris Causa e professor emérito. Com certeza, ao longo da trajetória dessa universidade, que na última colação de grau completou um total de 70 mil diplomas entregues, este espaço de conhecimento se constrói e se reconstrói a partir de pessoas como Milton Nobre", disse ela.  

“Emocionado”, o desembargador Milton Nobre “confidenciou que não esperava tamanha homenagem”, relata a matéria oficial, garantindo que o auditório estava “lotado de juristas, professores, magistrados, amigos e familiares do agraciado”.

Muita surpresa de uma só vez. O centenário de nascimento de Orlando Bitar acontecerá no dia 13 do próximo mês. Não há dúvida que ele foi juris. Também constitucionalista e federalista dos mais eminentes do Brasil, do que dá prova sua produção técnica e acadêmica e os três volumes das suas obras completas, publicados em 1978. Era um homem erudito e sábio.

O desembargador Milton Nobre é inteligente, mas não conheço a sua obra de constitucionalista. Muito menos que o qualifique a ser o primeiro a receber a medalha comemorativa ao centenário de Orlando Bitar, o maior constitucionalista que o Pará já teve.

Certamente, os “juristas” que decidiram concedê-la devem ter seus motivos para tal. A assessoria do TJE podia tê-los citado. Não é qualquer cidade que consegue reunir tantos “juristas”, seja na comissão da medalha como no auditório da festiva solenidade.

Afinal, o homenageado reconheceu, na sua oração de agradecimento: “Eu sempre tive a consciência que eu não sabia nada. E lhes digo agora que quanto mais eu estudo - porque eu estudo até hoje, todos os dias - mais eu tenho angústia de olhar para a minha biblioteca e ver que tem livros que eu não vou mais conseguir ler, porque eu não tenho mais idade".

Ler 150 vezes Última modificação em Segunda, 18 Março 2019 16:43
Mais nesta categoria: « JP nas bancas Curso no tribunal »

Comments fornecido por CComment