Segunda, 25 Março 2019 19:33

Brasil, décadas perdidas

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Em 2015, o Produto Interno Bruto do Brasil encolheu 3,5%. Em 2016, diminuiu 3,3%. A única vez em que o país enfrentou dois anos seguidos de taxa real de PIB negativo foi em 1930 e 1931, logo após a grande crise econômica de 1929, iniciada com a quebra da bolsa de valores de Nova York.

Ainda assim, o recuo do PIB brasileiro em 1930 foi de -2,1% e de -3,3% em 1931, com desempenho médio negativo de -2,7% ao ano, resultado melhor do que o registrado no biênio Dilma-Temer de 2015 e 2016 (-3,4% ao ano, em média), “o pior da história brasileira”, segundo estudo publicado hoje pela Fundação Getúlio Vargas.

A FGV prevê que a economia brasileira poderá ter a pior década em 120 anos. Entre 2011 e 2018, ela cresceu, em média, 0,6% ao ano. Para 2019, a previsão é de 2,01% e para 2020, 2,8%. Assim, fecharia a década de 2010, com crescimento médio de 0,9% ao ano.

Esse resultado é o pior pelo menos desde 1901, ano o primeiro ano com PIB calculado pela FGV. O desempenho do país entre 2011 e 2020 pode ficar abaixo, inclusive, do registrado nos anos 1980, a chamada "década perdida", na qual a economia cresceu, em média, 1,6% ao ano.

O desempenho da economia brasileira nesta década foi pior nos últimos quatro anos (de 2015 a 2018), período em que estiveram na Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). O PIB médio nesse período foi de -1,2% ao ano. Tanto em 2017 quanto em 2018, a economia nacional cresceu 1.1%.

O que mais o país do futuro tem feito é desperdiçar suas melhores possibilidades de futuro.

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