Sexta, 29 Março 2019 12:18

Cena brasileira

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Município de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, área pobre do Nordeste. A mãe de uma menina de quatro anos se separou do marido. Como criava sozinha seus cinco filhos e não tinha casa, foi morar na residência de duas outras lavradoras, que viviam como casal. Começando um novo relacionamento, a mãe abandonou a casa do casal e foi morar com o rapaz. Sua filha não quis acompanha-la: tinha se afeiçoado a uma das agricultoras

 

Era junho de 2018. Em fevereiro deste ano, a mãe foi ao Ministério Público e assinou um termo de responsabilidade, transferindo legalmente pela filha ao casal de lésbicas. A partir daí, as agricultoras passaram a criar a garota como se fosse filha delas.

 

Na escola, a professora observou sinais de agressão na menina. A menina apresentava queimaduras no pescoço, no ombro e no órgão sexual. Inquirida, a menina contou que uma das mães a tinha queimado com um isqueiro. O caso foi comunicado à polícia civil. As mães declararam que a garota havia se queimado sozinha. A delegada de polícia fez um teste, verificando que a criança não sabia acender isqueiro. Exames traumatológico e sexológico confirmaram os crimes.

 

As agricultoras foram autuadas em flagrante por tortura e estupro de vulnerável. Hoje, foram apresentadas em audiência de custódia, na qual foi decretada a prisão preventiva de ambas. A criança está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Canhotinho.

Ler 59 vezes Última modificação em Sexta, 29 Março 2019 16:03
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