Sábado, 15 Dezembro 2018 15:07

Visão tenta se recuperar

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O grupo Visão vai tentar sair da crise econômica na qual mergulhou há alguns anos, voltando meio século no tempo. Vai se reduzir quase ao tamanho do início da sua existência, quando o nordestino Francisco Pio fundou a primeira loja, especializada em vestuário, calçados e acessórios. A partir daí, a trajetória foi de sucesso galopante. Os produtos eram bons, os preços eram suportáveis e havia sempre ocasião para uma conversa amiga com Pio.

Problemas de gestão fizeram a Visão acumular dúvidas. Quando a Visão requereu a recuperação judicial, o débito somava 47 milhões de reais, 29 milhões ao Banco da Amazônia. Dois anos depois, na semana passada, a recuperação foi deferida pelo juiz da 13ª vara cível de Belém, Cristiano Arantes e Silva. A demora para a aprovação do plano se deveu à falta de capital suficiente pela Visão, lacuna suprida pelo oferecimento de bens para serem leiloados. A renda será integralmente direcionada para os credores.

É mais uma empresa no ciclo das corporações econômicas locais que luta para se manter viva. A Visão faz parte de um grupo de firmas com um significado especial para a sociedade paraense, sobretudo de Belém. Outra desse tipo que tenta renascer é a Yamada. A tarefa não é fácil. Mas também não é impossível.

Ler 70 vezes Última modificação em Segunda, 07 Janeiro 2019 22:00

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