Domingo, 06 Janeiro 2019 17:28

Guerra ao lixo

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O repórter Dilson Pimentel observou e registrou, na edição datada de hoje de O Liberal (que circula desde ontem), o início da reação espontânea dos moradores de Belém contra a transformação da cidade em um imenso lixão a céu aberto. O alvo inicial é o descarte clandestino – e ilegal – de entulho, feito por carroceiros. Por enquanto, a reação é pacífica, pedagógica e até bem humorado. Os locais de despejo estão sendo ocupados  com plantas, placas e arranjos destinados a desestimular os carroceiros e proteger os locais, que ficaram fétidos, um grave atentado à higiene e à saúde pública.

Inevitavelmente, porém, a prefeitura terá que fazer a sua parte – e logo, para prevenir os efeitos agravantes do período das chuvas mais intensas, que está chegando. A secretaria municipal de saneamento identificou 500 pontos de descarte espalhados pela cidade, dos quais fechou 60 (pouco mais de 10%). A interdição de parte dessa rede de depósito de lixo é necessária, mas também há a preciso regulamentar alguns locais.

Para isso, a prefeitura teria que assumir o serviço de coleta permanente desse material, cadastrando quem pode fazer o descarte. A fiscalização dessa atividade e do lixo em geral seria feita por patrulhas de guardas municipais treinados especificamente para cumprir a tarefa. Eles circulariam em motocicletas, em grupos de três guardas, num total de seis agentes (dois por moto), autuando, multando e, eventualmente, detendo os infratores.

Talvez Belém, uma das capitais mundiais do barulho, ficasse mais habitável sem tanta sujeira e entulho pelas ruas.

Ler 42 vezes Última modificação em Segunda, 07 Janeiro 2019 21:14
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