Quinta, 23 Agosto 2018 14:30

A verdadeira justiça

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A neta, de 53 anos, matou a avó de 91 anos, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, e foi presa, em 2016. (SP). A neta queria ficar com os 2,5 mil reais que a avó guardava e a estrangulou, até que ela desmaiou e, em seguida, morreu, por parada cardiorrespiratória. Ontem, a neta foi condenada, pela justiça estadual, a 30 anos de prisão. A pena, porém, será “no regime inicialmente fechado”. Significa que, no máximo, dentro de 10 anos, quando estará com 63, a neta será solta, se a reclusão não for encurtada por alguma das várias formas de progressão.

Diante da brutalidade do crime, por motivo fútil, diante de vítima inerte, em comprovada maldade, por que não regime fechado do início até a última hora de duração da pena aplicada?

A imensa população carcerária, o horror das penitenciárias ou qualquer outra circunstância não poderiam atenuar o rigor da punição a alguém quando comete um crime desse porte. O Brasil seria melhor e não haveria terreno propício a Bolsonaros e sua volta à lei de Talião, com regressão civilizatória.

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