Quinta, 23 Agosto 2018 14:48

Palacete ameaçado

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Uma das construções particulares de maior valor histórico e arquitetônico de Belém, o palacete Vitor Maria da Silva, localizado na praça Coaracy Nunes (mais conhecida como Ferro de Engomar), entre os bairros da Campina e Batista Campos, está mais ameaçado do que nunca.

Suas platibandas, muretas que ficam na parte mais alta das paredes externas do prédio, construídas para proteger e ornamentar a fachada, estão prestes a ruir. Elas são sustentadas em alguns pontos por escoras de madeira, mas já são visíveis as rachaduras. O telhado também tem sinais de fissuras. O mato se expande por ele e pelas laterais.

O abandono do palacete ficou constatado no início de 2012, quando o prédio foi saqueado e parte do seu rico patrimônio foi danificado por vândalos ou ladrões. Houve um movimento para a restauração dos painéis e melhor destinação da construção, mas o interesse diminuiu e desapareceu. A porta e as janelas principais foram fechadas com tijolos.

A residência foi construída no final do século XIX pelo engenheiro que lhe emprestou o nome, responsável pelas reformas do palácio de governo (transformado no Museu Histórico do Pará) e da reforma do Teatro da Paz. Com autênticos azulejos Boulanger, ele montou oito belos painéis, alguns dos quais foram danificados no ataque de seis anos atrás.

As Lojas Paraibanas compraram o palacete, mas o deixaram abandonado. Sua intenção seria derrubá-lo e no seu lugar criar estacionamento para veículos, já que o terreno ficava nos fundos de uma das suas lojas, na travessa Padre Eutíquio. O vandalismo interrompeu esses planos, se havia. Mas não garantiu a integridade do palacete.

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