Segunda, 04 Junho 2018 14:27

O dilúvio de Belém: cada vez pior

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Minha casa, como a da maioria dos moradores de Belém, está inundada. Já é bem sabido que quando chuva forte coincide com maré alta, a topografia da cidade a sujeita a alagamentos em grande parte do seu território. É inevitável. O jeito é reparar os danos. Mas cumpre ao poder público adotar todas as providências possíveis para prevenir as cheias.

Medidas como aprofundar o leito dos igarapés e dos canais, manter limpas as drenagens, cuidar das comportas que controlam o fluxo das marés, desobstruir as bocas de lobo, cuidar com presteza da limpeza da cidade, punir os sujismundos com todo rigor e construir bacias de acumulação de água, interligadas por dutos. Quantas dessas providências são adotadas regularmente ou alguma vez?

O que não consigo entender, com todas as condicionantes conhecidas, é a expansão da área inundada em locais que dispõem de galerias como o Reduto. A rua no quarteirão onde moro há 40 anos virou um rio com certa lâmina d’água por duas vezes, inclusive hoje, o que não acontecia antes. Nessa progressão, continuar aqui vai se tornar cada vez mais uma fonte de sofrimento e prejuízo. O agravamento da situação é inevitável?

E os dramas muito piores nas periferias e demais áreas de baixadas que não dispõem dessa estrutura, herdada de muitos anos atrás, quando Belém ainda cultivava a ilusão de ter prefeito?

O Ministério Público do Estado não poderia realizar algumas audiências públicas que instruíssem uma ação civil pública para obrigar a prefeitura a cumprir o seu dever, seguindo uma pauta de obras destinadas a proteger melhor a capital dos paraenses das inundações periódicas, cada vez maiores?

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