Sábado, 30 Junho 2018 17:56

Arquivo JP (4)

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
Avalie este item
(0 votos)

Justiça?

(Publicado no Jornal Pessoal 235, da 2ª quinzena de maio de 2000)

O juiz Paulo César Barros Vasconcelos pode não ter seguido rigorosamente as formalidades e normas internas da justiça trabalhista quando denunciou ao Ministério Público federal, no mês passado, a autoconcessão de um pagamento (no valor total de quatro milhões de reais) aos membros do judiciário da 8ª região, que considerou indevido. Mas seu ato foi digno e correto em relação à sua motivação.

O pagamento acabou não sendo feito. Foi reconhecida como legal a tese que o juiz defendia. Mas por levá-la a público recebeu uma punição ao mesmo tempo odiosa e injusta: foi aposentado compulsoriamente, com 29 anos de idade e três de magistratura (o que lhe daria uma aposentadoria de 500 reais por mês).

É inacreditável que o TRT tenha adotado essa decisão e a mantido até a semana passada, quando uma de suas mais respeitadas integrantes, a juíza Rosita Nassar, revogou o ato, certamente considerando tanto o que constava dos autos quanto o clamor público. Restabeleceu nesse caso a relação da justiça com a verdade e a sociedade. Uma relação que a justiça trabalhista vem seguidamente ignorando ou agredindo na 8ª região.

Ler 32 vezes

Comments fornecido por CComment