Quarta, 09 Maio 2018 09:18

O “golpe” em Santarém

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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O jornalista Miguel Oliveira reproduziu no seu Facebook meu artigo “O golpe chega a Santarém”, sobre o curso (dito livre) “Golpe de 2016 e o futuro da democracia”, que está sendo dado na Universidade Federal do Oeste do Pará, a Ufopa, em Santarém. A primeira aula estava prevista para ontem,o dia 8. A partir daí, às terças e quintas-feiras, até o final de junho.

O artigo provocou a seguinte discussão, menos passional do que a travada a propósito do mesmo curso na Universidade Federal do Pará.

Seguem-se as mensagens, para a avaliação do leitor.

Paulo Cidmil – Sugiro aos coordenadores do curso que convidem o Prof. Lucio Flavio para fazer um contraponto, como dizem na justiça, expor o contraditório, pois pode-se observar através de seus textos que Lucio considera o impedimento de Dilma justo, o governo Temer legítimo e mudanças implementadas por Temer/PSDB necessárias para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e bem estar social.

Lúcio Flávio Pinto – Meu caro amigo: aponte o texto no qual digo que o impeachment é justo (e não legal, o que é bem diferente), que o governo do Temer é legítimo e que as mudanças por ele implementadas com a ajuda do PSDB (mais do PMDB do que do PSDB, já que o Meirelles é do MDB, sem o P) são “necessárias para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e bem estar social”. Se vier com esse texto (ou textos), eu me retrato. Se não conseguir, por gentileza, reconheça que deturpou o que eu disse para poder me estigmatizar como reacionário.

Paulo Cidmil – Lúcio, talvez vc nem perceba, mas nas entrelinhas dos seus textos existe uma oposição raivosa aos últimos governos Lula/Dilma, capaz de não perceber o que esses governos sinalizaram e implementaram, como uma de suas prioridades: as politicas de inclusão social. E isso promoveu uma grande mudança, apesar dos inúmeros erros do PT. Creio que vc concorda com o que afirmam a maioria dos pesquisadores: A corrupção é sistêmica e vem de longe.

Se de fato é, o tom de seus textos não tem diferido muito do que lemos diariamente na grande imprensa: criminalizam a política e tendem sistematicamente a demonizar o PT o colocando como o arquiteto da corrupção nacional. Suas analises de Lula e Dilma são incapazes de reconhecer algum mérito ou acerto, o foco é sempre a crítica feroz como se a vc coubesse colocar a última pá de cal sobre um cadáver que todo o establishment quer sepultar, mas que insiste em se manter muito vivo aos olhos do povo.

Acho que um bom caminho seria analisar o que pensa e quais os motivos desse povo para manter suas esperanças de dias melhores nas idéias e propostas de um prisioneiro. Sempre que leio seus textos avalio que suas posições são decorrentes da conjuntura local, da pífia atuação do PT local, que jogou uma oportunidade de ouro na lata de lixo com o governo ana julia. Também suponho que incomoda, como a mim incomoda, o PT até hoje não ter feito, desde o mensalão, uma autocrítica reconhecendo seus erros, o que o faz seguir errando sabe Deus até quando.

Só lhe digo que existem muito mais demônios, extremamente mais perigosos e nocivos ao povo pobre brasileiro, que esse que vc insiste de forma tão veemente, em ver incorporado em Lula. desculpe se fui de alguma forma injusto com vc, minha intenção foi provocar. Jamais o classificaria de reacionário, sua história prova o contrário.

Também não tenho procuração para defender o PT, sequer sou filiado ao Partido. E se fizer uma opção por militância partidária certamente não será o PT. Um grande e fraterno abraço, não será essa divergência que destruirá minha admiração e respeito por vc.

Lúcio Flávio Pinto – Caro Cidmil. Às vezes tenho dúvidas de que as pessoas que me criticam tenham lido o que escrevi sobre Lula, Dilma, PT et caterva. Por isso, estou reproduzindo o que escrevi desde pouco antes da eleição de 2002. A mera reprodução desautoriza o que você diz sobre o que me motiva a criticar o PT. Não é de agora, chutando cachorro morto, que nem morto está, como tenho deixado claro.

Manifestei toda esperança que podia no Lula, acreditei no que ele disse, apostei no que prometeu. Mas fui desfazendo essa expectativa à medida que ele foi traindo a sua palavra e a própria biografia. Não digo isso especulativamente. Provo com textos da época. O tom da crítica foi ficando mais forte em função do desnudamento da máscara do Lula, da distância abissal que foi se abrindo entre o discurso e a realidade, e a corrupção dele próprio, não só do seu discurso.

Não se trata de uma “oposição raivosa”. Primeiro porque ninguém a faz nas entrelinhas, como você diz. Ou então não é raivosa. Em segundo, porque eu apresento fatos e argumentos para demonstrar o que digo – e que constitui minha maior defesa. Todas as vezes em que peço para meus críticos, a maioria, sim, de gente raivosa, irracional, sectária e intolerante, que cite entre aspas o que escrevi, já que foi a base para os ataques, as pessoas vêm com generalidades e sutilezas.

No auge da ditadura, por necessidade, até de sobrevivência física, os jornalistas e coladores da imprensa usavam tanto de subterfúgios que o entendimento de certos textos exigia o uso de uma chave para o seu entendimento. Nessa época, Millôr Fernandes publicou o desenho de uma pessoa amarrada à linha do trem com uma legenda: é proibido ler nas entrelinhas. Na democracia, temos que esgrimir à luz do sol, de forma clara, leal, justa e empenhada na busca pela verdade.

Fátima Jacob de Aragão Acontece, Lucio Flavio, que alguns dos teus leitores ou são analfabetos funcionais (não interpretam) ou são fanáticos da igreja ptlulista !

Everaldo M. Portela – O Lúcio está delirando vendo interesses rasteiros onde tem grandeza!… Mas é isso, cada um emana e coloca pra fora o q tem dentro de si!..

Márcio Monteiro – Caro professor Lúcio Flávio Pinto. É totalmente inútil tentar argumentar com portadores da síndrome de falência cognitiva adquirida. Como bem o sabes, são meros sectários de péssimo caráter. Nada mais que isso.

Paulo Cidmil – Nem da para levar a sério quem tem como referencia profissional o jornal O Liberal rsrsrsrs

Márcio Mnteiro – Paulo Cidmil por que? Preferes o Diário?

Paulo Cidmil nem da para levar a sério quem tem como referencia profissional o jornal O Liberal rsrsrsrs

Márcio Mnteiro – Ou a Carta Capital?

Paulo Cidmil Márcio Monteiro  –  Não leio jornais de Belém, exceto o Pessoal. são vergonhosamente mentirosos e manipuladores, fora isso tem o fato de eu ser um cidadão do Tapajós, logo, o Pará é tão distante quanto Brasília ou Curitiba.

Márcio Mnteiro – Ah, tá.

Márcio Mnteiro – Não havia pensado nisso. Ohhh

Geraldo Lopes – Verdade amigo Lucio, a esquerda se infiltrou nas universidades federais para implantar sua ideologia comunista na cabeça de nossos estudantes.

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