Quinta, 10 Maio 2018 09:23

Universidades brasileiras caem

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A Universidade de São Paulo ainda é a melhor colocada entre as instituições brasileiras no ranking que aponta as instituições mais prestigiadas dos países emergentes, segundo noticia o jornal O Estado de S. Paulo. Mesmo assim, a USP caiu passando da 13ª para a 14ª posição – a mais baixa já registrada até hoje. Pela segunda vez consecutiva, a USP está fora da lista das 10 melhores.

Também pelo segundo ano consecutivo, as universidades brasileiras caíram na avaliação feita pela revista britânica Times Higher Education, uma das principais referências em reputação acadêmica.

O ranking, que até a última edição incluía 300 universidades, passou a avaliar 350 instituições de 42 países. Com isso, apesar da queda de posições, a presença brasileira na lista aumentou de 25 para 32 instituições classificadas.

Entre as 100 melhores do ranking, há quatro brasileiras, além da USP. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), caiu cinco posições no ranking, passando da 28ª para a 33ª. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), caiu da 55ª para a 61ª posição. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desceu da 89ª para a 92ª posição. A Universidade Federal de Itajubá, que aparece pela primeira vez no ranking, está na 98ª posição.

Das 10 universidades brasileiras que estão entre as 200 primeiras do ranking, só duas subiram de posição: a Universidade Federal do ABC (UFABC), que passou da 167ª para a 153ª, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que subiu da 169ª para a 162ª posição.

Apesar desse desempenho, o Brasil é o terceiro país mais representado, no que é um ranking excepcionalmente competitivo. A piora nas universidades de países emergentes da América do Sul não se limita ao Brasil, aplicando-se de forma generalizada às universidades do continente. Todos os países latino-americanos aumentaram sua representação geral na tabela, mas a tendência é de declínio em toda a região desde a edição anterior do ranking.

Segundo o editor da revista, para melhorar sua situação nas próximas edições do ranking, os países latino-americanos precisam fazer mais para fortalecer as perspectivas internacionais de suas universidades.

“Isso melhora a reputação global e a influência de pesquisa, fundamental para a ascensão nesses importantes rankings, mas também inspira a competição saudável, a colaboração e as redes globais que impulsionam a qualidade e os padrões para todos”, declarou Baty.

Como nos anos anteriores, as universidades da China dominam a lista, com a Índia em segundo lugar entre as nações mais representadas. Ao contrário da América Latina, a Rússia melhorou seu desempenho.

A melhor universidade dos países emergentes, segundo o ranking, é a Universidade de Pequim. Das 10 melhores da lista, sete são chinesas. Com 63 instituições representadas, o país asiático tem 52 universidades entre as 200 melhores, mais do que qualquer outro país.

A Rússia, que é o quinto país com mais universidades na tabela, teve 27 instituições classificadas. A Universidade Estatal Lomonosov de Moscou manteve a 3ª posição do ranking.

Entre os países da América Latina, a instituição que obteve mais destaque foi a Universidade Diego Portales, do Chile, com uma ascensão meteórica: subiu 34 posições e entrou pela primeira vez entre as 100 melhores dos países emergentes, alcançando a 89a posição. A instituição chilena com a melhor colocação continua sendo Pontifícia Universidade Católica do Chile, que, no entanto, caiu oito posições, classificando-se como a 67ª.

No México, as instituições com melhor classificação foram a Universidade Nacional Autônoma do México e o Instituto Monterrey de Tecnologia – ambas empatadas na 68a posição no ranking. Na Colômbia, a melhor classificação é a da Universidade dos Andes, que no entanto caiu 23 posições, para a 91ª.

A Argentina, incluída pela primeira vez no ranking, viu a Universidade Nacional de Córdoba se classificar na faixa de 301 a 350. O Peru também estreou na lista, com a Pontifícia Universidade Católica do Peru, que chegou à posição 195.

São estes os 15 primeiros colocados do ranking:

1 – Universidade de Pequim (China)

2 – Universidade Tsinghua (China)

3 – Universidade Estatal Lomonosov de Moscou (Rússia)

4 – Universidade Fudan (China)

5 – Universidade de Ciência e Tecnologia da China (China)

6 – Universidade Zhejiang (China)

7 – Universidade Jiao Tong Xangai (China)

8 – Universidade de Nanquim (China)

9 – Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul)

10 – Universidade Nacional de Taiwan (Taiwan)

11 – Instituto de Física e Tecnologia de Moscou (Rússia)

12 – Universidade de Witwantersrand (África do Sul)

13 – Instituto Indiano de Ciências (Índia)

14 – Universidade de São Paulo (Brasil)

15 – Universidade Khaalifa de Ciência e Tecnologia (Emirados Árabes)

As 10 melhores universidades brasileiras no ranking:

14 – Universidade de São Paulo (USP) – (13 na edição anterior)

33 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – (28)

61 – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – (55)

92 – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – (89)

98 – Universidade Federal de Itajubá – (ND)

131 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – (117)

150 – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – (129)

153 – Universidade Federal do ABC (UFABC) – (167)

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