Sexta, 06 Abril 2018 16:54

O líder anão

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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A decisão que Lula tomou, de não se apresentar espontaneamente à Polícia Federal, é decisão de político esperto, audacioso e com muita confiança em si. Mas não é a de um estadista.

Lula respondeu ao gesto conciliador do juiz Sérgio Moro, que colocou acima de tudo a dignidade do cargo ocupado pelo sentenciado, interpretando-o como ato do seu inimigo, de alguém parcial, sedento por vingança. Resolveu medir forças e nessa queda de braço mostrar para Moro quem é maior e mais poderoso: aquele que pode reunir multidões ao seu lado, disposta a tudo, ameaçadora, indomável.

O gesto vai ser apresentado pelos lulistas como uma reedição da resistência civil à maneira de Gandhi. Será mais uma deturpação conveniente por parte de quem, se conhece a história, a despreza. Só lhe atribui valor utilitário, em benefício próprio.

Resistência pacífica de um estadista à maneira de Gandhi seria Lula ir à Polícia Federal para se entregar levando consigo o seu povo, em marcha pacífica, mas insubmissa. A cenografia do histrionismo podia marcar espaços: a multidão atrás do muro divisor do aparato estatal repressivo e o grande líder indo sozinho diante dos seus algozes e entregando-lhes sua vida.

O que Lula está fazendo, além da comoção que começou a causar em todo país, só revela que ele é o tipo de herói com espaço definido para a sua grandeza: em Liliput.

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