Sábado, 07 Abril 2018 17:05

Bem Lula

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Lula afirmou, no seu discurso no sindicato dos metalúrgicos, que, se dependesse apenas dele, “eu não me entregaria” à Polícia Federal. Encerrada a oratória de palanque, ele tratou de cumprir o acerto que seus representantes já haviam acertado com a PF. Seus correligionários e simpatizantes o bloquearam à saída do prédio e ele, provando do próprio veneno, pelo excesso pensado de ,agressividade teve que recuar. Mas logo seguiu o figurino e quase correu na direção da polícia.

A influir na contagem do tempo, uma reflexão pragmática: ele foi além da virulência estudada e planejada? Colocou sua última esperança, o STF, , sob tal constrangimento, incluindo seus ataques a magistrados (se querem se meter em política, que disputem cargos eletivos), e o vandalismo contra o prédio onde mora a presidente da corte, Cármen Lúcia,, por puro destempero e demagogia, que pode ter acionado o espírito de corpo da justiça?

A história é um instrumento utilitário para Lula. Ele diz e desdiz, faz e desfaz, sem qualquer inibição ou pudor. Disse, por exemplo, que renunciou ao mandato de deputado federal para quebrar o entendimento do PT de que só teria peso no partido o detentor de mandato eletivo. Lula fora o mais votado dentre os candidatos constituintes, mas se despejou do mandato para quebrar essa regra partidária. Não fez qualquer referência ao que declarou na época da renúncia: que não iria continuar num lugar onde havia 300 picaretas.

No poder, tratou de se unir aos picaretas, estabelecendo com eles o tristemente famoso “mensalão”. Hoje, para não ficar mal com os velhos companheiros de viagem, mudou o que disse. Bem Lula.

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