Quinta, 12 Abril 2018 17:46

Avança processo contra Gueiros

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Dou passagem à manifestação de ontem do advogado e ex-vice-governador Hélio Gueiros Filho, feita a propósito da audiência do processo contra seu filho. Hélio Gueiros Neto é acusado de assassinar sua esposa, Renata Cardim. O pai diz que o processo tem graves vícios, dos quais volta a tratar, além de sofrer influência política, referindo-se ao deputado federal Nilson Pinto, do PSDB. Por enquanto, nada comentarei sobre os argumentos do filho do ex-governador Hélio Gueiros (mantendo o espaço aberto para a família da vítima, que tem preferido não se manifestar).

Apenas lembro que a promotora Rosana Cordovil, que não acusou Gueiros Neto, é a mesma que denunciou Michel Miranda de assassinar João Pinto Rodrigues por um crime inédito nos anais criminológicos: o assassinato por overdose de encomenda. Depois disso, a promotora se aposentou do Ministério Público do Estado.

Faltam exatos 6 dias para a se realizar a audiência na Ação em que meu filho é acusado de Feminicído, perante a 1ª Vara Penal do Tribunal do Júri da Capital, pelo nobre promotor Edson Cardozo de Souza, fundamentado no parecer do ilustre legista do caso Habib’s, assistente técnico contratado e pago pela senhora Socorro Cardim, acusada pela polícia e pelo senhor Paulo de Lima de ser a mandante do assassinato de seu irmão Jose Maria de Lima, de quem herdou o negócio de distribuição de remédios e vem sendo processada na Vara Empresarial de Marabá por fraudes em licitações junto a Prefeituras daquela região.

Uma coisa chama atenção em todo esse processo, desde a fase do inquérito criminal: há a ausência quase total da observância das leis processuais penais. O delegado Rolo, que presidiu o inquérito, baseado no depoimento da senhora Socorro Cardim, mãe da Renata, que disse ser a filha dela muito jovem para morrer, solicitou a exumação do cadáver a partir de três mentiras: que não foi feito a necropsia pelo Instituto Médico Legal, que a Renata era menor de idade e solteira.

Apesar dos documentos acostados aos autos desmentirem essas assertivas, Ministério Público e Juiz autorizaram a exumação, sem – é claro – a notificação do meu filho, que só foi saber da existência do parecer do legista do caso Habib’, encerrado o inquérito, no dia de seu indiciamento.

Inquérito enviado à 1ª Vara Penal, a promotora Rosana Cordovil, depois de muito analisar, expressou-se contra o oferecimento da denúncia por não haver crime, o que levou a nobre juíza, doutora Rubilene da Silva do Rosário, ao não aceitar a manifestação, ameaçá-la com processo administrativo junto ao Procurador de Justiça.

A Doutora Rosana Cordovil deixou a ação, sendo substituída pelo nobre promotor Edson Cardoso de Souza, que, num piscar de olhos, afastou os dois laudos do IML, por serem no seu entender “inconclusos” e, satisfeitíssimo com o parecer de asfixia mecânica do legista do caso Habib’s, ofereceu denúncia contra meu filho.

Toda essa conversa mole é para mostrar para vocês que, o nobre promotor Edson Cardoso de Souza, por requerimento, e a nobre doutora Rubilena Silva do Rosário, ex officio, deveriam, antes de ter marcado a audiência, mesmo que não levassem depois em consideração, ter determinado uma nova necropsia da Renata, senão para esclarecer o que eles consideraram inconclusos nos dois laudos, responder à asfixia mecânica do parecer do legista do caso Habib’s e, principalmente, dar o direito a meu filho de, como deram à senhora Socorro Cardim, ter um assistente técnico na realização da necropsia. Isso se nós estivéssemos vivendo em uma democracia e o devido processo legal fosse respeitado.

Meu Deus! Nem na ditadura o processo penal era tão maltratado tratado dessa maneira. Todos os atos não terem publicidade ainda vá lá, mas nem o direito de acompanhar uma perícia através de um médico assistente indicado pelo meu filho é demais.

Eu insisto. Gostaria de saber por que o meu filho não tem reconhecido nem os direitos mais comezinhos, que são reconhecidos a quem realmente infringe a lei. O nobre promotor Edson Cardoso de Souza, a televisão e o jornal Liberal, o deputado federal Nilson Pinto, do PSDB, amigo pessoal da senhora Socorro Cardim a ponto de receber R$ 100 mil para sua campanha, tão empenhados em condenar o meu filho, poderiam fazer o favor de me responder. Eu agradeceria.

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