Quinta, 12 Abril 2018 18:03

As barragens e a calamidade

Escrito por Lúcio Flávio Pinto
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Paragominas parece estar vivendo uma situação inusitada na rotina semestral das chuvas fortes na Amazônia. Sua população, atingida pela maior cheia da sua história, não sabe se o fenômeno se deve apenas à chuva forte que está caindo na região, com 110 milímetros de precipitação em um dia, ou se também há um fator agravante a mais: o rompimento de uma barragem particular localizada às proximidades.

Segundo depoimento de moradores, uma enxurrada que se desencadeou a partir das três horas da madrugada de hoje atingiu todas as áreas mais baixas da sede municipal, arrastando tudo que encontrou pela frente, inclusive duas crianças, dadas por mortas.

A irrupção súbita, que causou forte impacto e surpreendeu, parece indicar um afluxo repentino de água represada, reforçando a suposição de que uma barragem se rompeu. Dois anos atrás esse fato teria acontecido com um criatório de pirarucu, sem maiores prejuízos, exceto pelo criador, que ficou sem a sua criação. Agora o efeito foi muito mais grave, levando a prefeitura a decretar estado de calamidade pública.

A situação deve impor ao governo fazer um levantamento de todas as barragens situadas em regiões com chuvas mais intensas para preparar um plano de prevenção de acidentes. E, mais adiante, fiscalizar essas barragens para verificar sua legalidade e condições técnicas. O problema se tornou grave.

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