Terça, 03 Abril 2018 11:50

Caso Sefer: a trilha processual

A trajetória processual da ação proposta contra o deputado estadual Luiz Afonso Sefer é complicada, embora regular. Essa tortuosidade decorre da própria lei processual, que prima pela complexidade, com isso favorecendo os criminosos. Costuma abrir-lhes o caminho da impunidade através da prescrição, com o esgotamento do prazo para a sobrevida do processo.

Contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado, que absolveu o parlamentar do crime de abuso sexual de menor, com pena de 21 anos de prisão estabelecido pelo juízo singular, o Ministério Público do Estado interpôs recurso especial. O próprio tribunal negou seguimento ao recurso.

Diante dessa decisão o MPE apresentou outro recurso, um agravo de instrumento, diretamente ao tribunal. O relator do processo no Superior Tribunal de Justiça rejeitou (monocraticamente, isto é, em decisão individual) o agravo. Entendeu que o que cabia era dar prosseguimento ao recurso especial.

Mas ao julgar o recurso especial, o órgão colegiado do STJ entendeu que o agravo de instrumento fora interposto intempestivamente, fora do prazo. Por isso, manteve a decisão que negara seguimento ao recurso especial u seja, manteve a absolvição de Sefer.

Desta decisão o Ministério Público Federal protocolou novo recurso, sob a alegação de que não se poderia ter apreciado de ofício (sem provocação da parte contrária) a questão da intempestividade do agravo de instrumento. O MPF tomou a iniciativa porque, embora o processo seja estadual em sua origem, o MPF através da Procuradoria Geral da República – é quem oficiar em nome do MP brasileiro perante o STJ e STF. Era, portanto, parte legítima para recorrer de qualquer decisão tomada no âmbito do STJ.

Somente a partir dessa última decisão é que o mérito do recurso especial pôde ser apreciado, tendo o STJ, no mérito, concluído pelo erro da decisão do Tribunal de Justiça do Pará e restabelecido a sentença condenatória.

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Segunda, 02 Abril 2018 11:49

Caso Sefer: quem recorreu?

Quem apresentou o recurso especial contra a absolvição do deputado estadual Luiz Afonso Sefer? Esse recurso levou o seu relator, o ministro Joel Ilan Paciornik, da 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça, a revogar a decisão do Tribunal de Justiça do Pará e manter a condenação do parlamentar a 21 anos de prisão, por abuso sexual de menor.

A primeira informação era de que o procurador de justiça Marcos Antônio Neves, ex-chefe do Ministério Público do Estado, fora o autor do recurso. Leitores anônimos do blog do jornalista Carlos Mendes, porém, apresentaram duas hipóteses.

A primeira foi de que o recurso interposto no STJ, foi apresentado pelo Ministério Público Federal, porque o MP estadual perdeu o prazo e teve seu recurso rejeitado, pela sua intempestividade.

Outro leitor, igualmente anônimo, comentou que, na verdade, quem recorreu foi o assistente de acusação, “porque de fato o MPE perdeu o prazo”.

Alguém poderia esclarecer a questão?

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Segunda, 14 Maio 2018 09:41

O ato da PM e o Brasil

Qualquer desdobramento que o caso venha a ter ou interpretações que suscite, como cidadão, aprovo, louvo e sou reconhecido ao ato da cabo da Polícia Militar de São Paulo, Kátia da Silva Sastre. Ficar ao lado dela, foi a reação imediata que tive ao ver a cena de sábado. Com todo barulho da controvérsia desencadeada desde então, nada me fez mudar meu juízo imediato.

Quando sou colocado diante de situações como essas, em que os protagonistas têm que dar respostas instantâneas a circunstâncias externas dramáticas ou trágicas, para ser honesto, me coloco na situação deles e me pergunto: como eu me comportaria?

Como simples testemunha da cena, eu abraçaria a cabo e lhe agradeceria. Se estivesse no lugar da militar, eu teria repetido exatamente o que ela fez. Mesmo que abalado pela violência do episódio, eu me sentiria aliviado pela certeza de haver cumprido o meu dever.

Como, então, condená-la?

A PM, em trajes civis, estava na porta da escola da filha, de sete anos, às oito horas da manhã de sábado, em Suzano, na periferia da capital paulista. Aguardava, junto com outras mães, a abertura do prédio para o início das comemorações pelo dia das mães.

Subitamente, um homem jovem investe, armado de revólver, contra o grupo de mulheres e crianças. Movimenta-se com agressividade. A policial, mesmo de folga, estava armada, como lhe autoriza a lei. Enquanto Elivelton Neves Moreira, de 21 anos, avançava na direção de um grupo, ela, em posição favorável, fora das vistas do agressor, precisava agir logo ou perderia o momento da reação

Avançou contra o homem, com extensos antecedentes criminais, e disparou três vezes com seu revólver. Acertou todos os tiros. Nenhuma bala resvalou. O homem caiu. A policial se aproximou com cautela. Não disparou mais. Não agrediu o ferido. Chutou a arma dele e se manteve no controle da situação até a chegada do socorro que solicitou.

Tecnicamente, a ação foi irreparável e irretocável. Houve certa impetuosidade e emoção na continuidade dos tiros? Ela podia ter ficado no primeiro e esperado a reação do bandido para atacá-lo de novo? Podia. Mas seria uma exposição arriscada a uma mudança na correlação de força e  nas posições no teatro de operações. Muito mais arriscado do que o que ela fez: atacar o criminoso a um ponto de saturação.

Não houve execução nem excesso. O componente de agressividade foi natural. Além de demonstrar ser uma policial bem adestrada e competente, aos 42 anos, Kátia agiu também como mulher e mãe. Sua eventual fúria, se houve, tem justeza bíblica.

Deveria ser lei a advertência – de aplicação geral e axiomática – de que quem ameaça a vida humana perde, a partir desse momento, as atenuações legais e se condena a todos os rigores que ela prevê, o máximo do rigor, o extremo da repressão sancionada pela sociedade. Só será possível combater a mortandade brutal, boçal e covarde no Brasil com essa diretriz, que a cabo da PM de São Paulo personificou no sábado, como modelo e exemplo.

Ela fez – e muito bem – a parte que lhe cabia. O resto fica por conta da sociedade brasileira.

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Quinta, 03 Maio 2018 08:49

Epístola ao governador Jatene

Sr. governador.

Este é o apelo de um cidadão da sua idade, da sua geração, seu acompanhante de longa data, participante da história da nossa terra comum: por favor, renuncie ao seu cargo.

O sr. parece ter se decidido a apenas deixar o tempo passar e encerrar seu mandato com a glória formal (e abstrata) de ter sido o paraense por mais vezes – três – eleito governador do Estado, pelo voto livre e geral dos seus conterrâneos.

Mas que fim triste para essa façanha lhe aguarda, governador.

Não sei se o sr. se deu ao trabalho (como cansa!) de ler os jornais diários de hoje em Belém. Todos eles sangram, inclusive as publicações do grupo Liberal, que está deixando-o só, já sem qualquer boa vontade, muito menos apoio.

É homicídio da primeira à última página dos cadernos de polícia, numa sanha que também é de predador da desgraça alheia (só de pobres, pretos e prostitutas). Na maioria, execuções sumárias, bárbaras, selvagens, animalescas. Nada igual em qualquer parte do país (talvez do mundo sem guerra declarada), mesmo no Rio de Janeiro, cuja segurança pública está sob intervenção militar federal (de impressionar – e nada mais).

Dez pessoas foram mortas a queima-roupa, sem a menor possibilidade de defesa, desde a execução da cabo da PM Fátima, no domingo passado. É, evidentemente, vingança. Mais vingança virá porque PMs continuam também a ser mortos. A conta já é de 22 em quatro meses, mais de 70% das baixas por assassinato em todo ano passado.

Já não se sabe com exatidão quem está matando e quem está morrendo nesses homicídios por atacado. A confusão é grande. Podem ser milícias ou o tráfico acertando contas. Na maioria do casos, infelizmente, já parece que são policiais camuflados vingando colegas, descrentes na justiça e na capacidade de resposta da corporação.

Até investigar a sério ficou difícil, tão numerosas são as ocorrências. Os cadáveres se sucedem e se acumulam no IML, exigindo trabalho intenso dos peritos legistas. Do lado de fora, as famílias en lutadas protestam, desesperadas.

A voz de comando desapareceu, não é ouvida ou perdeu toda credibilidade. No vácuo, impera o caos, cada um por si ou em bandos sem controle. Quem for podre que se quebre. Sabemos, desde sempre, qual é o lado fraco.

No meio, indefeso, exposto à brutalidade, o pobre morado0r da periferia metropolitana. Suas casas precárias são invadidas facilmente por justiceiros, que escondem o rosto, se vestem como emissários da morte e agem sem a menor consideração por suas vítimas ou as testemunhas, geralmente amigos e parentes, alguns também mortos por derivação do ódio, da premeditação. Por estarem no lugar errado, na hora errada (como se ainda houvesse lugar e hora seguros; a violência está se socializando)

Algumas das vítimas são selecionadas por seus antecedentes criminais, por sua relação de proximidade (ou promiscuidade) com bandos, milícias ou maus policiais, que extorquem ou seviciam. A escolha de outras vítimas parece aleatória, sem qualquer parâmetro.

Por que um jovem de 13 anos foi executado dentro da sua casa, diante dos pais? O que ele fez de tão grave que resultou na sentença de morte por agentes da justiça com as próprias mãos?

O sr. já parou um segundo nessa sua rotina da retaguarda do poder e pensou em como é o dia a dia dos moradores de bairros como o Curuçambá, cenário da execução da cabo Fátima e das pessoas imoladas em represália?

Nesse bairro e em praticamente todos os subúrbios da Grande Belém, os moradores vão dormir assustados e não sabem se acordarão. Despertos, se apegam ao desconhecido para chegar ao fim do dia. Já há balas perdidas em meio a constantes tiroteios. Carros pretos e pratas peliculados causam terror.

A polícia mais assusta do que tranquiliza (e os próprios policiais que não integram milícias ou não estão extrapolando de suas missões circulam sob tensão enorme). Jamais se viu algo parecido em Belém.

O sr. se reuniu com a cúpula da segurança pública no domingo planejando o que fazer. A rigor, nada fez. Sequer um pronunciamento à sociedade. Muito menos providências diferentes das já adotadas, como reforço de contingente e surtos temporários da presença estatal. Frustrou as últimas esperanças. Nem nas imagens da reunião o sr. esteve presente.

O sr. cansou. O sr. não quer ou não pode se colocar à frente da situação, a posição exigida de quem é comandante. Continua no cargo porque quer manter um esquema de poder para favorecer os seus parentes, amigos e correligionários. Por isso, não se desincompatibilizou, já que não confia no seu vice, Zequinha Marinho, para executar seus planos (os dele parecem estar associados ao do seu agora inimigo maior, o senador Jader Barbalho e seu filho, Helder, que quer a sua cadeira). A justificativa de que tomou essa decisão pensando no Pará não convence.

Se quer nos convencer, renuncie. Faça com Raúl Alfonsín, que saiu na presidência da Argentina antes do tempo para permitir ao país antecipar sua reorganização, que o chefe da nação já não se sentia em condições de realizar.

Não se sabe o que fará Zequinha Marinho. Mas pelo menos ele está com vontade de fazer alguma coisa. Há muito tempo, aliás. O sr. é que não lhe deu espaço algum.

Renunciando agora, o sr. talvez ainda consiga sair do governo em condições de circular pelas ruas de Belém sem hostilização. Será melhor para todos.

Sei que o sr. ignorará o que peço. Mas pelo menos faço o registro para a história.

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Domingo, 24 Junho 2018 17:27

Araçariguama é Brasil

A maior recompensa que o governo de São Paulo pode pagar por uma informação é no valor de 50 mil reais. É isso que ele está oferecendo por uma informação que leve ao assassino da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos. Ela foi assassinada há duas semanas em Arçariguama, município de 20 mil habitantes, distante 53 minutos de São Paulo, com a 251ª população dentre os 645 municípios do Estado. Durante oito dias seu corpo permaneceu  desaparecido. Estava a apenas quatro quilômetros do local em que ela provavelmente embarcou num automóvel escuro, no centro da cidade ao lao do ginásio de esportes, sem oferecer resistência, por conhecer quem, a partir daí, seria o seu raptador.

A perícia indicou que ela foi maltratada, morta por asfixia e amarrada a uma árvore. Seu cadáver estava no meio do mato, num local escolhido por quem conhecia muito bem a área. Bem próximo a uma estrada de revestimento primário, era de difícil acesso porque protegido por uma elevação natural, o que explicaria não ter sido descoberto pelos cães farejadores da polícia. Ao lado do corpo estavam os patins que ela usava quando brincava sozinha e sua movimentação final foi documentada por uma câmera de rua. Ela teria sido enforcada com o cadarço dos pains, que também foi deixado ali

Parecia que a polícia iria desvendar logo o assassinato. Quem o cometeu buscou vingança, tanto na própria vítima quanto usando-a como mensagem macara para alguém, talvez a mãe ou o pai numa família com histórico de desavenças, mas em aparente paz e entendimentos –  ou num mútuo acobertamento.

A complexidade do caso atraiu cada vez mais imprensa, curiosidade e a própria polícia. Sem uma pista sólida, a polícia paulista começou a testar hipóteses explicativas. A última foi de que a Vitória morta era o alvo errado. Traficantes de drogas estavam visando outro integrante da rede através da sua filha ou parente. Mas a Vitória que queriam era colega de escola da que executaram, trocando de menina. As provas não são mais robustas para esta hipótese do que para as demais, algumas ainda nem apresentadas, embora a investigação sugira que há uma pista difusa que atinge as famílias e, por isso, deve avançar com extremo cuidado diante da delicadeza da situação.

Em função de tantos componentes intrincados e até inéditos, Araçariguama talvez seja a cidade brasileira com mais policiais e jornalistas, que batem cabeça entre si e atrás de uma chave para o mistério, agora rondando pelo país e fora dele. Sem uma rota certa, a polícia decidiu partir para o recurso da recompensa, como se o Brasil fosse o velho faroeste americano, na sua versão hollywoodiana. E não será assim o Brasil de Temer e dos que contribuíram para o destino no qual a nação se enredou?

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Quinta, 21 Junho 2018 17:19

Salvar o Rio

Tomara que a morte do estudante Marcus Vinícius, de 14 anos, ontem à noite, na favela da Maré, tenha pelo menos servido para acabar com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Desde o início era evidente que essa era uma forma totalmente equivocada de enfrentar o grave problema da violência e da criminalidade na antiga capital federal. Helicópteros no céu, blindados em terra, tropas e mais tropas cercando e invadindo os morros é o oposto do que deveria ser a ação pública: planejada com base em sólidas e ricas informações, com logística delimitada pela inteligência. Matar civis, em especial crianças e adolescentes, é muitas vezes pior do que prender, matar ou imobilizar traficantes. A razão tem que prevalecer pela força – não só bruta como mal dirigida e orientada.

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Quinta, 21 Junho 2018 17:16

O massacre brasileiro

O pai estupra o filho e o enteado, ambos crianças. Depois os espanca. Para não ser denunciado, joga gasolina nos corpos dos tenros meninos, ainda desacordados pelas agressões, mas vivos, e toca fogo. Simula que foi acidente, que tentou salvar os dois, se queimou na tentativa. Chora muito, ao lado da mãe, bonita e jovem como ele, com quem vive há pouco tempo. Mas o álibi não convence, embora seja um pastor evangélico. É desmascarado e preso. Muda de cela porque os demais prisioneiros querem matá-lo. A mãe é presa. Ao contrário do procedimento durante a revelação das mortes, quando permaneceu quase indiferente, chora muito. Pelos filhos ou pelo companheiro assassino? Ou por ela mesma?

O homem jovem é vereador. De um breve relacionamento com a filha de um motorista, de 33 anos, nasce uma criança. O homem agride a mulher moralmente e fisicamente. Ela cede algumas vezes às pressões dele para recomeçarem. Até que, com o apoio da família, aparentemente unida, se recusa aos pedidos, pressões e ameaças. Um dia, o homem aparece na casa, violento e descontrolado como de outras vezes. Só que agora está armado. Dá um tiro no peito do sogro, depois de tirar das mãos dele o filho, que atira ao chão. E mata a companheira quando ela chega à sala, alarmada pelo tiro. Depois foge.

Uma menina de 12 anos, bonita, desembaraçada, já atuando como modelo mirim, some no centro de uma cidade de 20 mil habitantes, enquanto patinava sozinha numa rua. Oito dias depois seu corpo é encontrado a quatro quilômetros do local em que foi vista pela última vez. As características da execução sugere que se trata de uma vingança. Os personagens familiares não conseguem identificar uma razão. Todos trocam elogios entre si, inocentando-os e a si mesmos. Mas há várias famílias envolvidas pelos vários relacionamentos entre os atores principais, duas mulheres e três homens. O enredo familiar protetivo se desfaz. A polícia começa a achar que a chave para desvendar o mistério, que atraiu para a antes pacata cidadezinha a imprensa do Estado e de outros lugares, mantendo´-os acampados ali por quase duas semanas, está num lugar: a própria família.

São algumas das histórias chocantes, que aconteceram no interior de São Paulo e  Minas Gerais, os Estados mais populosos e poderosos do país. Episódios que se repetem ao longo do vasto território brasileiro. Não de maneira uniforme ou homogênea. A cada nova ocorrência, mais brutalidade. A capacidade que esses crimes têm de nos surpreender e chocar parece ilimitada. Quando se pensa que a brutalidade e selvageria humanas chegaram ao fundo do poço, elas cavam ainda mais no recôndito sombrio e obscuro de um animal concebido para pensar, ter sentimentos, ser solidário.

Há uma evidente crise na família. Ela perdeu o padrão que tinha quando constituía o núcleo da vida em sociedade e não uma base substitutiva. Vivemos uma caótica fase de transição, com as impropriedades e radicalizações ou extremismos característicos dos momentos em que as barragens se rompem, liberando um rio turbulento e devastador. Não se trata de uma crise teórica, metafísica. Dói e sangra na pele de pessoas de carne e osso, destruídas no percurso. Não são algumas: são milhares.

Mas é também uma gravíssima questão de segurança pública, pela multiplicação dos atos de negação das garantias legais à vida em sociedade. Paralelamente à luta pelos direitos das minorias, se acentuam as agressões e abusos contra as mulheres, os adolescentes, as crianças, os negros, os homossexuais e outras categorias sociais. Os centros de vanguarda desses combates pela igualdade e inclusão social estão nas grandes cidades, contando com a atenção coletiva e certa proteção institucional. Mas e no coração desse gigante, no seu interior profundo, nos quais as ondas de avanço e progresso reverberam distorcidas, o que se vê é a intensificação das violências, em graus assustadores.

Os criminosos, no ímpeto de praticar seus atos extremos, colocam em segundo plano a vida das suas vítimas. Matam-nas quando percebem o risco de serem denunciados ou identificados. Fazem isso porque pressupõem a impunidade ou a punição branda se comparada ao ato que praticaram, principalmente o homicídio. Ou seja: por sua debilidade, por seus erros, por sua insensatez, a sociedade não está respondendo à altura desses delitos máximos. Daí eles se repetirem.

Até quando os brasileiros assistirão de braços cruzados, insensíveis, a esses massacres?

Publicado em Segurança Pública
Quarta, 20 Junho 2018 16:55

Violência na sociedade

Menos de um ano depois de ser condenado pela justiça a quatro meses de detenção, por agredir uma mulher, Arthur Wanzeller Pereira Kawhage, de 33 anos, voltou a cometer o mesmo crime. No domingo, 17, ele – juntamente com a sua namorada – agrediu a socos Pâmela Vanessa, durante o “Terraço Brasil”, uma festa realizada pela empresa Roma Eventos após o jogo entre o Brasil e a Suíça, no shopping Boulevard, na Doca de Souza Franco, em Belém.

Em entrevista dada ao Diário do Pará, Pâmela disse que a companheira de Arthur, Zaiana Fonseca, teria sentido ciúmes de uma das amigas que a acompanhavam e começou a discutir com ela. Foi então que Arthur interferiu e aplicou um soco no nariz de Pâmela, que, em seguida, também foi agredida por Zaiana, desmaiando. Arthur, por fazer exercícios de musculação, é muito forte.

Pâmela lamentou a omissão dos seguranças da festa diante o caso. Ela afirmou ao Diárioque os seguranças teriam demorado a intervir na situação e que não retiraram os dois agressores do local. “Só quem saiu de lá foi eu e de ambulância”, disse indignada, após ser socorrida por uma equipe dos bombeiros do shopping. Tanto a Roma quanto a direção do shopping negaram as falhas.

Na mesma noite, ela foi à seccional de polícia do Comércio para registrar um boletim de ocorrência. Foi submetida depois a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

“Eu e minhas amigas estamos revoltadíssimas e assustadas. Ele é acostumado a fazer isso, é metido a brabo, só é homem pra mulher. E eu sou a quinta moça que ele agride”, protestou ao Diário.

O jornal relata que no dia seguinte Pâmela foi procurada por uma moça que afirma também ter sido vítima de Arthur em outra ocasião, se oferecendo também para tomar qualquer tipo de “providências juntas”.

Arthur Kawhage tem um currículo de agressões e procedimentos judiciais. Em agosto do ano passado ele foi condenado a 4 meses de detenção pela juíza Gildes Maria Silveira Lima, da 1ª vara da justiça especial criminal de Belém. Ele agrediu Luana Falcão Dias durante uma festa na boate Pink Elephant.

A pena foi suspensa condicionalmente, desde que Arthur prestasse serviços à comunidade.. Agora ele é reincidente. Mas já fora processado pelo mesmo motivo, mas absolvido por falta de provas. Também foi testemunha contra Jefferson Michel Miranda Sampaio, acusado de ter assassinado João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, durante uma festa privada na boate Element, em Belém, em fevereiro de 2015.

Seu depoimento foi usado para atribuir a morte a Michel, apontado como fornecedor de drogas para o herdeiro do grupo Líder. Michel o teria matado por envenenamento com uma excessiva dosagem de uma droga química,, muito usada por jovens da alta sociedade belenense, principalmente em festas em boates. Arthur Kawhage participava – ou ainda participa – desse grupo.

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Quarta, 20 Junho 2018 16:55

Violência na sociedade

Menos de um ano depois de ser condenado pela justiça a quatro meses de detenção, por agredir uma mulher, Arthur Wanzeller Pereira Kawhage, de 33 anos, voltou a cometer o mesmo crime. No domingo, 17, ele – juntamente com a sua namorada – agrediu a socos Pâmela Vanessa, durante o “Terraço Brasil”, uma festa realizada pela empresa Roma Eventos após o jogo entre o Brasil e a Suíça, no shopping Boulevard, na Doca de Souza Franco, em Belém.

Em entrevista dada ao Diário do Pará, Pâmela disse que a companheira de Arthur, Zaiana Fonseca, teria sentido ciúmes de uma das amigas que a acompanhavam e começou a discutir com ela. Foi então que Arthur interferiu e aplicou um soco no nariz de Pâmela, que, em seguida, também foi agredida por Zaiana, desmaiando. Arthur, por fazer exercícios de musculação, é muito forte.

Pâmela lamentou a omissão dos seguranças da festa diante o caso. Ela afirmou ao Diárioque os seguranças teriam demorado a intervir na situação e que não retiraram os dois agressores do local. “Só quem saiu de lá foi eu e de ambulância”, disse indignada, após ser socorrida por uma equipe dos bombeiros do shopping. Tanto a Roma quanto a direção do shopping negaram as falhas.

Na mesma noite, ela foi à seccional de polícia do Comércio para registrar um boletim de ocorrência. Foi submetida depois a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

“Eu e minhas amigas estamos revoltadíssimas e assustadas. Ele é acostumado a fazer isso, é metido a brabo, só é homem pra mulher. E eu sou a quinta moça que ele agride”, protestou ao Diário.

O jornal relata que no dia seguinte Pâmela foi procurada por uma moça que afirma também ter sido vítima de Arthur em outra ocasião, se oferecendo também para tomar qualquer tipo de “providências juntas”.

Arthur Kawhage tem um currículo de agressões e procedimentos judiciais. Em agosto do ano passado ele foi condenado a 4 meses de detenção pela juíza Gildes Maria Silveira Lima, da 1ª vara da justiça especial criminal de Belém. Ele agrediu Luana Falcão Dias durante uma festa na boate Pink Elephant.

A pena foi suspensa condicionalmente, desde que Arthur prestasse serviços à comunidade.. Agora ele é reincidente. Mas já fora processado pelo mesmo motivo, mas absolvido por falta de provas. Também foi testemunha contra Jefferson Michel Miranda Sampaio, acusado de ter assassinado João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, durante uma festa privada na boate Element, em Belém, em fevereiro de 2015.

Seu depoimento foi usado para atribuir a morte a Michel, apontado como fornecedor de drogas para o herdeiro do grupo Líder. Michel o teria matado por envenenamento com uma excessiva dosagem de uma droga química,, muito usada por jovens da alta sociedade belenense, principalmente em festas em boates. Arthur Kawhage participava – ou ainda participa – desse grupo.

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Quarta, 20 Junho 2018 16:55

Violência na sociedade

Menos de um ano depois de ser condenado pela justiça a quatro meses de detenção, por agredir uma mulher, Arthur Wanzeller Pereira Kawhage, de 33 anos, voltou a cometer o mesmo crime. No domingo, 17, ele – juntamente com a sua namorada – agrediu a socos Pâmela Vanessa, durante o “Terraço Brasil”, uma festa realizada pela empresa Roma Eventos após o jogo entre o Brasil e a Suíça, no shopping Boulevard, na Doca de Souza Franco, em Belém.

Em entrevista dada ao Diário do Pará, Pâmela disse que a companheira de Arthur, Zaiana Fonseca, teria sentido ciúmes de uma das amigas que a acompanhavam e começou a discutir com ela. Foi então que Arthur interferiu e aplicou um soco no nariz de Pâmela, que, em seguida, também foi agredida por Zaiana, desmaiando. Arthur, por fazer exercícios de musculação, é muito forte.

Pâmela lamentou a omissão dos seguranças da festa diante o caso. Ela afirmou ao Diárioque os seguranças teriam demorado a intervir na situação e que não retiraram os dois agressores do local. “Só quem saiu de lá foi eu e de ambulância”, disse indignada, após ser socorrida por uma equipe dos bombeiros do shopping. Tanto a Roma quanto a direção do shopping negaram as falhas.

Na mesma noite, ela foi à seccional de polícia do Comércio para registrar um boletim de ocorrência. Foi submetida depois a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

“Eu e minhas amigas estamos revoltadíssimas e assustadas. Ele é acostumado a fazer isso, é metido a brabo, só é homem pra mulher. E eu sou a quinta moça que ele agride”, protestou ao Diário.

O jornal relata que no dia seguinte Pâmela foi procurada por uma moça que afirma também ter sido vítima de Arthur em outra ocasião, se oferecendo também para tomar qualquer tipo de “providências juntas”.

Arthur Kawhage tem um currículo de agressões e procedimentos judiciais. Em agosto do ano passado ele foi condenado a 4 meses de detenção pela juíza Gildes Maria Silveira Lima, da 1ª vara da justiça especial criminal de Belém. Ele agrediu Luana Falcão Dias durante uma festa na boate Pink Elephant.

A pena foi suspensa condicionalmente, desde que Arthur prestasse serviços à comunidade.. Agora ele é reincidente. Mas já fora processado pelo mesmo motivo, mas absolvido por falta de provas. Também foi testemunha contra Jefferson Michel Miranda Sampaio, acusado de ter assassinado João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, durante uma festa privada na boate Element, em Belém, em fevereiro de 2015.

Seu depoimento foi usado para atribuir a morte a Michel, apontado como fornecedor de drogas para o herdeiro do grupo Líder. Michel o teria matado por envenenamento com uma excessiva dosagem de uma droga química,, muito usada por jovens da alta sociedade belenense, principalmente em festas em boates. Arthur Kawhage participava – ou ainda participa – desse grupo.

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